segunda-feira, 4 de junho de 2012
Dr. Osvaldo Cruz foi um dos maiores nomes da Medicina no Brasil
O dr. Osvaldo Gonçalves Cruz, cujo nome foi dado ao distrito de Califórnia quando de sua emancipação como município, foi médico, cientista e sanitarista, destacando-se como bacteriologista e epidemiologista. Nasceu na cidade de São Luiz do Paraitinga, cidade localizada entre o Vale do Paraíba e Litoral Norte do Estado de São Paulo, em 05/08/1872, e morreu, aos 44 anos, em Petrópolis-RJ, em 11/02/1917. Filho de cariocas, retornou com a família de São Luiz para o Rio de Janeiro, aos 5 anos de idade.
Formou-se médico, em 1892, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Em 1896, estagiou no Instituto Pasteur, em Paris (França), sendo discípulo do dr. Émile Roux, que foi seu diretor. Retornou ao Brasil, em 1899, e organizou o combate ao surto de peste bubônica registrado em Santos e outras cidades portuárias.
Foi o pioneiro no estudo das moléstias tropicais e da medicina experimental no Brasil. Fundou, em 1900, no Rio, o Instituto Soroterápico Nacional, hoje Fundação Instituto Osvaldo Cruz (Fiocruz), um dos mais conceituados do mundo.
Através seus estudos, demonstrou que a epidemia era incontrolável sem o emprego de soro adequado. Como a importação era demorada, propôs ao governo a instalação de um instituto para fabricação do soro. Foi criado então o Instituto Soroterápico, dirigido por ele em 1901.
O dr. Osvaldo Cruz foi diretor geral da Saúde Pública, equivalente a ministro da Saúde na época, nomeado pelo presidente Rodrigues Alves. Na função, coordenou as campanhas de erradicação da febre amarela e da varíola, no Rio de Janeiro. Organizou os batalhões de “Mata-Mosquitos”, encarregados de eliminar os focos dos insetos transmissores.
Como diretor da Saúde, convenceu o presidente Rodrigues Alves a decretar a vacinação obrigatória, o que provocou, em 1904, a rebelião de populares e da Escola Militar, contra o que consideravam uma invasão de suas casas e uma vacinação forçada. Esta rebelião ficou conhecida como “Revolta da Vacina”.
A cidade do Rio de Janeiro era uma das mais sujas do mundo nos primeiros anos do século XX, segundo índices da Saúde Pública, que, sob coordenação de Osvaldo Cruz, detectou milhares de focos de doença em praticamente metade das moradias (14.772 prédios) e por toda a cidade.
Houve um momento em que o médico foi apontado como “inimigo do povo” nos jornais, nos discursos da Câmara e do Senado, nas caricaturas e até em marchinhas de Carnaval. Uma revolta, tristemente célebre como “Revolta do Quebra-Lampeão”, em que todas aquelas antigas luminárias foram quebradas pela fúria popular, incitada criminosamente, durante meses, pela demagogia de fanáticos e ignorantes.
Todas essas reações contrárias foram superadas e, diante dos resultados altamente revolucionários, Osvaldo Cruz teve reconhecimento internacional, sendo, entre outras condecorações, premiado no Congresso Internacional de Higiene e Demografia. Osvaldo Cruz deixou a diretoria da Saúde Pública em 1909.
Em 1916, fundou a Academia Brasileira de Ciências. Ocupou cadeira número 5 da Academia Brasileira de Letras.
Também em 1916 assumiu a Prefeitura de Petrópolis, mas, doente, morreu no ano seguinte sem concluir o mandato.
Além da cidade de Osvaldo Cruz e do Instituto que fundou, o médico é homenageado com nome de ruas, praças, escolas e hospitais em centenas de municípios, é nome da rodovia que liga Taubaté à Ubatuba e passa por sua cidade natal, uma praça no Paraíso, em São Paulo, um bairro no Rio de Janeiro, onde também tem um monumento e foi homenageado pelo dr. Carlos Chagas, médico que descobriu a Doença de Chagas, que recebeu o nome científico de “Trypanosoma Cruzi”. A casa onde nasceu, em São Luiz do Paraitinga, é conhecida como “Casa de Osvaldo Cruz” e foi transformada em museu com fotos, documentos, móveis originais e outros registros do médico.
Texto: Moacyr Custódio
Fonte: Livro “Sonhos Tropicais”, de Moacyr Scliar
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Os anos românticos e a decadência econômica de Osvaldo Cruz
Aos 71 anos de fundação, com trajetória de pequeno povoado, vila, distrito, município e sede de comarca, pontuando, em poucos anos para cada etapa, o trabalho dos pioneiros desbravadores e formadores da cidade, na história de Osvaldo Cruz não constam brigas, revanchismo e atitudes invasivas de territórios vizinhos, nem rejeição dos governos estadual e federal por sua vocação para o progresso.
Como simbolizou o seu nome inicial, Nova Califórnia, por onde, a partir do Oeste, se consolidaram os Estados Unidos, também no Estado de São Paulo, o progresso seguiu no rumo Oeste e teve Osvaldo Cruz como uma das principais referências.
Em 1950, com menos de dez anos de existência, Osvaldo Cruz já era uma potência agrícola, destacando-se na produção de café, amendoim, algodão e abrigando centenas de famílias oriundas de todas as partes do Brasil e do Exterior. Esta economia se consolidava também com a pecuária, que convivia harmoniosamente com a agricultura, sem o monopólio hoje representado pelos produtores de cana de açúcar, que violentam os municípios e expulsam os herdeiros dos povos que os construíram.
Na década dos anos 1960, quem passava pela então alameda Armando Salles de Oliveira, lá pelos lados do Picadão (hoje Vila Esperança), viam, durante a safra cafeeira, centenas de caminhões enfileirados descarregando café em grão para beneficiamento na Máquina Beluzzo, o mesmo acontecendo nas máquinas Cicap, Brandão, Mazzoni, Suíça, Santa Rosa.
Milhares de trabalhadores, nas fazendas, nas beneficiadoras, no comércio e nas pequenas indústrias, formavam e viviam harmoniosamente numa corrente produtiva que construiu, não só Osvaldo Cruz, mas cidades como Inúbia Paulista, Sagres, Adamantina, Lucélia, Salmourão, Rinópolis, entre outras.
A riqueza dos produtores e o poder aquisitivo dos trabalhadores rurais formavam um elo que impulsionava o progresso. O Oeste Paulista era o Eldorado.
Na esteira desta força econômica, o capital chegava ao encontro dos novos ricos e dos trabalhadores com dinheiro nos bolsos, resultados das boas colheitas: Caixa Econômica Estadual, Banco do Comércio e Indústria foram os primeiros a chegar, mas logo vieram Banco do Brasil, o Banco Brasileiro de Descontos que foi fundado em Marília, e outros que acabaram incorporados aos grandes bancos de hoje.
Também nos anos 60, a indústria automobilística já estava instalada no Brasil, com suas montadoras de consagradas marcas americanas.
Os baratinhas Volkswagen e as kombis chegavam à Califórnia Motors, na rua Senador Salgado Filho, enquanto os caminhões Ford portentosos embelezavam as vitrines da Presidente Roosevelt, na Companhia de Automóveis Joaquim de Oliveira. Nos Irmãos Leite, na Salles de Oliveira, jeeps, peruas e camionetes Rural Willys eram adquiridos pelos sitiantes, enquanto a classe B urbana desfilava com Gordinis e DKWs comprados na Autoima, na avenida Brasil. Para ostentar, gente mais endinheirada, comprava os luxuosos Sincas Chambords na Alta Paulista, como fez o administrador da Fazenda Coroados, que tinha um Sinca novinho em folha que só saía da garagem para ser lavado e admirado pelos colonos e pela criançada.
O comércio era forte, representado não só pelas lojas natas da cidade, como Casa Ferradura, Loja dos Retalhos, Casa Confiança, Loja das Novidades, mas também pelas grandes redes que descobriam o Interior, como Casas Pernambucanas, Lojas Riachuelo, Casas Buri, Lojas Hirai.
Aos sábados, Osvaldo Cruz era uma festa: centenas de caminhões, camionetes, carros, carroças e pessoas à cavalo chegavam à cidade para compras e passeios. Outras centenas vinham pelos ônibus da Empresa Atílio Natal, de Salmourão, de Sagres, das fazendas. As avenidas Brasil, Presidente Roosevelt e a Praça da Matriz ficavam lotadas de homens, mulheres, jovens e crianças, destacando-se as moças da roça, muito bonitas, que desfilavam sua simplicidade e beleza faceira emoldurada por lindos vestidos de tecido barato.
Aos domingos, a presença rural era substituída pela presença urbana: moças e rapazes desfilavam e se enamoravam nas calçadas e alamedas da praça da Matriz.
A partir dos anos 1980, em consequência de duas grandes geadas que ocorreram em 1976 e 1982, dizimando milhares de roças de café, a economia de Osvaldo Cruz e cidades da região mudou de vocação. Cafezais viraram pastos, colônias de casa rurais foram derrubadas, fazendeiros viraram industriais, sitiantes viraram comerciantes. Milhares de pessoas naturais se aglomeraram na zona urbana ou foram embora para as grandes cidades, deixando um rastro de saudade e uma bonita história construída com muito amor e trabalho.
Moacyr Custódio
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Osvaldo Cruz comemora 71 anos mantendo sua vocação de crescimento rápido e constante
De uma clareira em plena mata virgem surgiram patrimônio, vila, distrito, município e sede de Comarca na história de uma das mais progressistas cidades do Estado de São Paulo.
A história da fundação e povoação da cidade de Osvaldo Cruz teve início há 81 anos, mais precisamente em 1921. Por esta época, o industrial suíço Max Wirth deixou sua terra, onde se dedicava a indústria têxtil, e decidiu explorar o sertão paulista. Assim, adquiriu uma área de 60.000 alqueires nas regiões Oeste e Noroeste do Estado.
Em uma área conhecida como Salto Dr.Carlos Botelho, onde hoje se localiza Osvaldo Cruz, Max Wirth fez a primeira derrubada e montou uma serraria na tentativa de abrir uma fazenda. A empreitada foi interrompida devido ao isolamento da região, que impossibilitava o atendimento médico aos trabalhadores afetados por doenças tropicais, especialmente a malária. Na época, o povoado mais perto era o patrimônio de Nova Pátria e a cidade mais próxima era Araçatuba, na qual se chegava apenas através uma interminável trilha a pé, a cavalo ou em carros de boi.
Abortada a missão, Max Wirth passou a investir em outras regiões, já que tinha terras também no norte do Paraná e na região de Marília. E foi justamente onde hoje é a cidade de Oriente que montou a sede de sua colonizadora, enquanto se dedicava também a indústria, como acionista majoritário da recém criada Leite Vigor e investindo também na agricultura de café e cereais.
Em 1940, com a região a partir de Bauru com vários povoados sendo fundados, como Tupã e Rinópolis, o explorador fundiário voltou seus olhos para as terras, de sua propriedade, das Fazendas Guataporanga e Monte Alegre, entre os rios do Peixe e Aguapeí (Feio), com área total de 18.940 alqueires (45.456 hectares).
Neste ano, Max Wirth organizou a colonização da Alta Paulista, sob direção geral do dr. Hans A. Schweizer e direção técnica do engenheiro Hans Clotz, auxiliados pelos engenheiros agrônomos Arno Kieffer, Yutaka Abe, Ernesto Melan, Walter Schiller e, posteriormente, em 1941, pelo dr. Orlando Bergamaschi. Esses engenheiros, na verdade os grandes responsáveis pela organização e fundação efetiva dos povoados, deram início aos trabalhos topográficos da região, loteando em pequenas propriedades que passaram a construir, na ordem cronológica de sua abertura, as sessões de Chácara Califórnia, Negrinha, Canaã (hoje Parapuã) e Lagoa (hoje Lagoa Azul).
A derrubada da mata recomeçou na região de Osvaldo Cruz e, no 6 de junho de 1941, foi fundado o patrimônio de Nova Califórnia, nome em homenagem ao estado americano que, a exemplo da Alta Paulista, também foi significativo no desenvolvimento do Oeste dos Estados Unidos.
O povoado foi fundado exatamente onde hoje é a Praça Lucas Nogueira Garcez, então uma clareira em plena mata virgem, com a celebração da primeira missa pelo padre Gaspar Aguillo Cortez, assistida por dezenas de machadeiros que trabalhavam na derrubada da floresta.
Além da Família Wirth, que abriu dezenas de fazendas que se enfileiravam entre Inúbia Paulista e Massa-Pé (hoje Salmourão), com os nomes de Arapongas, Caramuru, Oroitê, Bangalô, Coroados, Bem-Te-Vi, Bandeirantes, entre outras, a terra fértil atraiu outros colonizadores de várias origens, como espanhóis e portugueses. E, em consequência, milhares de famílias oriundas de outras cidades paulistas, das regiões central, araraquarense, mogiana, e os imigrantes italianos e japoneses que chegavam ao Brasil em busca do chamado Eldorado que se anunciava no Exterior.
Esses homens, mulheres e jovens trabalhadores pioneiros, chegados de toda a parte e as gerações natas que os sucederam, foram os responsáveis pelo crescimento vertiginoso da cidade.
Em pouco mais de um ano, em 16/11/1942, a Vila Califórnia, sob a administração de Walter Wild, foi elevada a categoria de Distrito da 2ª. Zona, com sede em Baliza (Martinópolis) e pertencente a comarca de Presidente Prudente. Junto com a elevação a distrito, houve também a mudança de nome para Osvaldo Cruz, em homenagem ao Dr. Oswaldo Gonçalves Cruz (1872-1917), cientista e médico sanitarista responsável pela erradicação da febre amarela no Rio de Janeiro e responsável por importantes iniciativas na área de saúde pública.
Em 30/11/1944, portanto apenas três anos após a fundação, foi criado o município, pelo decreto 14.334, no governo (interventoria) de Fernando Costa e, em 1º/01/1945, foi instalado o município de Osvaldo Cruz.
A cidade crescia de forma acelerada e, em 1º./04/1949, viveu um de seus momentos mais importantes: com uma multidão em festa, chega à cidade o primeiro trem de passageiros da Companhia Paulista, que até então só chegava em Tupã. O prefeito era Orlando Bergamaschi.
Durante um ano Osvaldo Cruz foi “ponta de linha” (última estação a partir de São Paulo), até, em 1950, a linha concluir o trecho Inúbia Paulista-Lucélia-Adamantina e, a partir daí, prosseguir até Panorama.
Mata virgem e vila em 1941, distrito em 1942 e município em 1945. A cidade dava pulos no calendário que outras cidades demoraram décadas para percorrer. E, em 30/11/1953, outro grande salto em direção ao progresso: pela Lei Estadual 2.456, Osvaldo Cruz é elevada a categoria de sede de Comarca, instalada em 24/01/1954, tendo como distritos Sagres, Salmourão e Lagoa Azul.
Em 1956, 15 anos após a fundação, Osvaldo Cruz foi classificada como uma das dez cidades de maior progresso do Brasil.
Em 1959, Sagres (antiga Caíque) e Salmourão (Massa-Pé) foram emancipados como municípios, permanecendo até hoje Lagoa Azul como distrito de Osvaldo Cruz. A Comarca de Osvaldo Cruz hoje é formada por Sagres, Salmourão e Parapuã, com cerca de 50 mil habitantes. Importantes indústrias e produtores rurais geram a economia da cidade, que tem comércio e serviços em plena expansão.
Osvaldo Cruz hoje tem quase 31 mil habitantes. O prefeito é Valter Luis Martins (PSDB), o vice-prefeito é Luis Antonio Gumiero (PV) e o presidente da Câmara é Homero Morales Massarente (PMDB).
Moacyr Custódio
Osvaldo Cruz já tinha 13 vereadores em 1948
Muito se discute hoje sobre o aumento do número de vereadores em Osvaldo Cruz, que passou de nove cadeiras na atual Legislatura e será de 13 a partir de 2013. A mudança, já aprovada pela Câmara Municipal, está de acordo com a Constituição e com parecer da Justiça que autoriza 13 cadeiras para cidades com a população de Osvaldo Cruz (31.000 habitantes).
Por incrível que pareça, o que hoje muitos patrulheiros da política não querem, já acontecia na primeira Legislatura da Câmara Municipal de Osvaldo Cruz, quando o recém instalado Município não tinha 10% da população de hoje.
A Câmara de Vereadores de Osvaldo Cruz foi instalada em 01/01/1948 pelo dr. Nélson Pinheiro Franco, juiz de Direito da Comarca, para 1ª. Legislstura (1948/51).
E eram 13 os vereadores eleitos na primeira eleição do município, que também elegeu o prefeito Orlando Bergamaschi.
Os primeiros vereadores de Osvaldo Cruz foram Aléscio Canola, Alexandre Mendonça Mello, Dr.Arthur Verri (advogado), Dr.Crescêncio Miranda (médico), Jairo Pereira de Alvarenga, João Matushita, José Alves Barros, José Carmona Morales, Juvenal Boller de Souza, Lázaro Castilho, Luiz Pereira Borges, Paulo Ribeiro e Waldemar Pio de Oliveira.
Os suplentes eram Antonio Ricardo Ponciano, Argemiro Antunes Moreira, Aristides Leite, Higino de Paula Barros, José Pombalino, Manuel Fileto e Sérgio Pereira Fonseca.
Moacyr Custódio
Dr. Crescêncio Miranda foi o primeiro prefeito de Osvaldo Cruz
Nomeado pelo presidente Getúlio Vargas em 08/12/44, o dr. Crescêncio Miranda foi o primeiro prefeito de Osvaldo Cruz, mas devido os conturbados momentos políticos vividos no Brasil naquela época foi substituído, em 26/11/45 pelo dr. Sérgio Galupo Prado, que ficou menos de um mês no cargo. O Dr. Miranda foi reintegrado em 22/12/45, ficando até março de 1946. Em seguida assumiu Valdemar Pio de Oliveira, em 19/03/46, ficando até março de 47, quando foi nomeado José Alvarenga, substituído depois por Eurico Vieira Guido que ficou de 13/04 a 31/12/47.
Em 1947 ocorreram as primeiras eleições populares e o povo osvaldocruzense elegeu Orlando Bergamaschi, que exerceu o mandato de janeiro de 1948 a dezembro de 1951.
Breno Ribeiro do Val foi eleito em 1951 e exerceu mandato de 1952 a 1955, sendo substituído por Hermínio Elorza, no período de 1956 a 1959. Osvaldo Martins foi eleito e comandou a prefeitura de janeiro de 1960 a dezembro de 1963, quando entregou o cargo para Hermínio Elorza, novamente eleito.
Após o golpe militar ocorrido em 31/03/64 e a renúncia do presidente Jânio Quadros, do qual era correligionário, Hermínio Elorza também renunciou ao cargo de prefeito de Osvaldo Cruz, em abril, sendo substituído por seu vice Nélson Rodrigues, que ficou até dezembro de 1969, sendo o prefeito que permaneceu mais tempo no cargo, na esteira da ditadura militar que prorrogou mandatos de prefeitos.
As eleições voltaram a ocorrer em 1968, quando foi eleito Manoel Farias de Novaes, que assumiu em fevereiro de 1969 e ficou até dezembro de 1973. Em janeiro de 1973 assumiu Osvaldo Orlandi, que ficou até dezembro de 1976.
O vereador Vicente Antonio, presidente da Câmara, ocupou o cargo em janeiro de 1977, como interino, dando posse em fevereiro daquele ano para Valdemar de Oliveira Lima, que ficou no cargo até dezembro de 1982, assumindo também Luiz Sérgio Mazzoni nos meses de dezembro de 1982 e janeiro de 1983.
Em fevereiro de 1983, assumiu José Monteiro Nabas, que ficou até dezembro de 1988, passando o cargo para Wilson Aparecido Pigozzi, que cumpriu mandato no período 1989/92, retornando no período 2005/08. Agostinho Sílvio Caleman foi prefeito de 1993 a 96.
Walter Luiz Martins, atual prefeito com mandato que se encerra este ano e que pode ser reeleito, ocupou o cargo também no período 1997/2003.
Moacyr Custódio
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Azulãozinho prepara “time de guerreiros” para o Paulista Sub-20
O Campeonato Paulista Sub-20 da Primeira Divisão começa no próximo dia 26 com a participação de 42 equipes, divididas em grupos regionalizados de sete times cada um. Os jogos serão em turno e returno entre as equipes dos grupos. A competição reúne os maiores clubes do São Paulo, como Corínthians, São Paulo, Santos e Palmeiras.
O Osvaldo Cruz F.C., que realizou boa campanha no ano passado e se manteve na primeira divisão, está no Grupo 1 e disputará a primeira fase com América de São José do Rio Preto, Linense, Penapolense, Marília, Mirassol e Rio Preto.
O Azulãozinho estreia no dia 02/06, às 15 hs., contra o América, em Rio Preto. Dia 26, pelo grupo do Osvaldo Cruz, jogam Linense x Rio Preto, Penapolense x MAC e Mirassol x América.
Após a estreia, o Osvaldo Cruz tem dois jogos em casa: 09/06: MAC; 16/06: Rio Preto. Dia 23/06 vai a Mirassol; dia 30/06 recebe o Penapolense; e 28/07, Linense fora de casa. O os jogos serão sempre aos sábados, às 15 hs.
O time de Osvaldo Cruz será dirigido pelo treinador Buião, que já trabalhou em equipes da categoria no Brasil e no Exterior. Passou também pelo Palmeiras. Ele foi contratado pela parceria que o clube mantém com o ex-jogador Tuta, a mesma que terminou o Paulista da A-3.
Em sua primeira entrevista, o treinador disse que já está com 70% do atletas definidos, mas que ainda chegarão mais quatro, formando um elenco de 26 ou 28 jogadores. Segundo ele, o Azulãozinho será “um time de guerreiros” que dará muito trabalho aos adversários.
Moacyr Custódio
sábado, 12 de maio de 2012
Rinópolis chora a morte do ex-prefeito Toninho Reis, um de seus mais ilustres cidadãos
A morte repentina do ex-prefeito de Rinópolis, Antonio Paulo dos Reis (Toninho Reis), chocou a cidade e pegou toda a população de surpresa. A notícia começou a ser divulgada por volta de 11 hs da manhã de sexta-feira (11) pelo serviço de som da Igreja Matriz de Nossa Senhora Aparecida e imediatamente criou um clima de consternação na cidade. O prefeito Valentim Trevisan decretou luto oficial, a Prefeitura não funcionou no período da tarde e parte do comércio fechou as portas.
Aos 60 anos e em plena atividade profissional e política, Toninho Reis estava em São Paulo, acompanhado da filha, onde tratou de assuntos de trabalho. Já estava retornando à Rinópolis quando sentiu dores, fato que comunicou na última conversa que teve, por telefone, com o prefeito Valentim Trevisan. Levado a um hospital paulistano, foi constatada a necessidade urgente de uma cirurgia de hérnia. Não houve tempo. Toninho Reis morreu por volta de 10 hs vítima de uma hemorragia.
Seu corpo foi transladado por avião da Capital até Tupã, de onde foi levado para Rinópolis. O velório ocorreu no ginásio de esportes da Escola Municipal “Prof. José Walther Verzola”, instituição inaugurada durante sua gestão como prefeito da cidade. Centenas de pessoas, entre populares, amigos, familiares, lideranças políticas e autoridades de toda a Alta Paulista, compareceram ao velório.
O sepultamento ocorreu por volta das 10 hs da manhã de sábado (12) no Cemitério Municipal de Rinópolis, após missa de corpo presente celebrada na Igreja de Santa Rita de Cássia, no Jardim São Paulo.
Quem foi
Pessoa humilde, de poucas palavras e muita ação, Toninho Reis é considerado como uma das maiores lideranças políticas da Nova Alta Paulista. Era presidente do diretório do PSDB local e coordenador regional do partido. Foi também presidente da Amnap (Associção dos Municípios da Nova Alta Paulista).
Foi prefeito de Rinópolis por dois mandatos consecutivos (2001/04 e 2005/2008). Como chefe do Executivo Rinopolense, seu trabalho foi fundamental para a recuperação da cidade que passou por tempos de dificuldades na década dos anos 90, após a grande crise que abalou os municípios da região com as mudanças da vocação econômica. Foi responsável pela industrialização do município, com a instalação de fábricas que geram centenas de empregos. Construiu obras essenciais, como escolas, equipamentos públicos e melhorias no sistema viário.
Na atual administração foi diretor de Serviços e Obras, sendo um dos alicerces da boa gestão comandada pelo prefeito Valentim Trevisan, também do PSDB.
Seu nome era dado como certo para ser indicado pelo PSDB como candidato a prefeito nas eleições deste ano. Em todas as sondagens e pesquisas realizadas, liderava com folga as intenções de voto do eleitorado de Rinópolis.
O prefeito Valentim Trevisan decretou luto oficial na cidade por quatro dias. “Toninho Reis foi um dos mais atuantes e importantes políticos da história recente da cidade”, publicou no site oficial da Prefeitura.
O vice-prefeito José Ferreira de Oliveira Neto (PV), que postula a indicação de seu partido para concorrer a prefeito nas próximas eleições, se declarou consternado. “A cidade perde um grande cidadão. Sua atuação política e importância para o município são incontestáveis. A política se torna irrelevante, questão inferior em um momento de tristeza como este”, disse Neto.
Moacyr Custódio
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