segunda-feira, 27 de maio de 2013
JOSÉ ALVARENGA, JORNALISTA PIONEIRO DE OSVALDO CRUZ, MORRE AOS 92 ANOS
Às vésperas de comemorar 72 anos de fundação, no próximo dia 6 de junho, a cidade de OSVALDO CRZ-SP, perde um de seus cidadãos mais ilustres: morreu na madrugada desta segunda-feira (27) o jornalista, escritor e historiador JOSÉ ALVARENGA, aos 92 anos. Pioneiro da cidade, onde chegou em 1941, merece esta denominação não por ter chegado primeiro, mas por ter trabalhado pela cidade durante toda a vida. Foi prefeito interino por dois meses (março-abril 1947), ocupou várias secretarias e esteve na linha de frente em todas as lutas da cidade, como a fundação da Santa Casa de Misericórdia, da qual foi fundador e provedor em vários períodos. Editou, ao lado de Arthur Verri, o combativo "Jornal da Comarca", que circulou de 1960 a 1980. Publicou 13 livros, a maioria sobre a cidade, entre eles "Janelas do Tempo" e "E o Sertão Acabou". Foi também correspondente dos "Diários Associados" divulgando as notícias da Nova Alta Paulista. Foi casado com Shirlei Alberton Alvarenga e pai de Ana Maria.
O corpo de JOSÉ ALVARENGA está sendo velado no Santuário Nossa Senhora Aparecida, igreja que ajudou a construir e onde casou. O sepultamento será na manhã desta terça-feira (28) no
Cemitério Municipal de Osvaldo Cruz.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
EDITORIAL
Para recuperar o tempo perdido
Osvaldo comemora neste dia 6 de junho 72 anos de fundação vivendo um momento de incerteza e procurando se reordenar politicamente. Com a disputa política acirrada ocorrida no ano passado, que culminou com a impugnação dos votos recebidos pelo ex-prefeito Valter Luiz Martins (PSDB), que recebeu cerca de 70% dos votos válidos, o município ainda não tem um prefeito eleito empossado e sua população deverá voltar às urnas para escolher novamente o seu prefeito.
Enquanto isso, a cidade vai tocando a vida. Edmar Mazucato, presidente da Câmara é o prefeito interino, mas vem enfrentando dificuldades geradas pela tumultuada transição política que ainda não aconteceu. Coisas que estavam funcionando bem pararam de funcionar, a infraestrutura básica do dia a dia foi prejudicada, a cidade vive uma epidemia de Dengue que antes estava sob controle e há
desconfiança e desânimo entre os eleitores. A verdade é que, sem entrar no mérito dos motivos e justificativas das ações movidas pela oposição política que acabou gerando esta situação, o povo de um modo geral se sentiu desautorizado pela Justiça Eleitoral no desejo que teve em eleger o seu prefeito em outubro de 2012.
Mas já que a coisa está feita e, se haviam fichas sujas instaladas lá na casa azul da Rua Kieffer, ninguém é contra que as coloquem no arquivo morto, mas é hora de recuperar o tempo perdido e procurar compensar o atraso gerado pela legítima, porém indesejada, disputa política.
É bom lembrar que, fora os partidários, correligionários das várias correntes políticas, interessados e envolvidos que num dia se atacam nas sessões da Câmara, sob as luzes dos holofotes e sons dos microfones, e no outro dia estão se abraçando e articulando nas reuniões secretas, há uma população que precisa de boa qualidade e bom atendimento nas áreas de Saúde, Educação, Segurança,Transporte, Habitação, santa casa funcionando, ruas transitáveis, água de boa
qualidade, assistência social e, enfim, de uma cidade tranquila para viver.
No momento em que a cidade comemora 72 anos de fundação, ao invés de festa temos pela frente uma nova disputa. Vários pré-candidatos, alguns já certos, outros buscando acordos e futuras acomodações, estão no novo desenho político para a disputa da eleição que não terminou em 2012. Que a nova chamada eleitoral não faça o povo perder tempo e que o eleito comece a trabalhar imediatamente para recuperar o atraso.
Moacyr Custódio
HISTÓRIA
O ideal dos pioneiros e a força do trabalho de seus cidadãos construíram uma grande cidade
De uma clareira em plena mata virgem surgiram patrimônio, vila, distrito, município e sede de
Comarca na história de uma das mais progressistas cidades do Estado de São Paulo.
A história da fundação e povoação da cidade de Osvaldo Cruz teve início há cerca 81 anos, mais precisamente em 1921. Por esta época, o industrial suíço Max Wirth deixou sua terra, onde se dedicava a indústria têxtil, e decidiu explorar o sertão paulista. Assim, adquiriu uma área de 60.000 alqueires nas regiões Oeste e Noroeste do Estado.
Em uma área conhecida como Salto Dr.Carlos Botelho, onde hoje se localiza Osvaldo Cruz, Max Wirth fez a primeira derrubada e montou uma serraria na tentativa de abrir uma fazenda. A empreitada foi interrompida devido ao isolamento da região, que impossibilitava o atendimento médico aos trabalhadores afetados por doenças tropicais, especialmente a malária. Na época, o povoado mais perto era o patrimônio de Nova Pátria e a cidade mais próxima era Araçatuba, na qual se chegava apenas através uma interminável trilha a pé, a cavalo ou em carros de boi.
Abortada a missão, Max Wirth passou a investir em outras regiões, já que tinha terras também no norte do Paraná e na região de Marília. E foi justamente onde hoje é a cidade de Oriente que montou a sede de sua colonizadora, enquanto se dedicava também a indústria, como acionista majoritário da recém criada Leite Vigor e investindo também na agricultura de café e cereais.
Em 1940, com a região a partir de Bauru com vários povoados sendo fundados, como Tupã e Rinópolis, o explorador fundiário voltou seus olhos para as terras, de sua propriedade, das Fazendas Guataporanga e Monte Alegre, entre os rios do Peixe e Aguapeí (Feio), com área total de 18.940 alqueires (45.456 hectares).
Neste ano, Max Wirth organizou a colonização da Alta Paulista, sob direção geral do dr. Hans A. Schweizer e direção técnica do engenheiro Hans Clotz, auxiliados pelos engenheiros agrônomos Arno Kieffer, Yutaka Abe, Ernesto Melan, Walter Schiller e, posteriormente, em 1941, pelo dr. Orlando Bergamaschi. Esses engenheiros, na verdade os grandes responsáveis pela organização e fundação efetiva dos povoados, deram início aos trabalhos
topográficos da região, loteando em pequenas propriedades que passaram a construir, na ordem cronológica de sua abertura, as sessões de Chácara Califórnia, Negrinha, Canaã (hoje Parapuã) e Lagoa (hoje Lagoa Azul).
A derrubada da mata recomeçou na região de Osvaldo Cruz e, no 6 de junho de 1941, foi fundado o patrimônio de Nova Califórnia, nome em homenagem ao estado americano que, a exemplo da Alta Paulista, também foi significativo no desenvolvimento do Oeste dos Estados Unidos.
O povoado foi fundado exatamente onde hoje é a Praça Lucas Nogueira Garcez, então uma clareira em plena mata virgem, com a celebração da primeira missa pelo padre Gaspar Aguillo Cortez, assistida por dezenas de machadeiros que trabalhavam na derrubada da floresta.
Além da Família Wirth, que abriu dezenas de fazendas que se enfileiravam entre Inúbia Paulista e Massa-Pé (hoje Salmourão), com os nomes de Arapongas, Caramuru, Oroitê, Bangalô, Coroados, Bem-Te-Vi, Bandeirantes, entre outras, a terra fértil atraiu outros colonizadores de várias origens, como espanhóis e portugueses. E, em consequência,
milhares de famílias oriundas de outras cidades paulistas, das regiões central, araraquarense, mogiana, e os imigrantes italianos e japoneses que chegavam ao Brasil em busca do chamado Eldorado que se anunciava no Exterior.
Esses homens, mulheres e jovens trabalhadores pioneiros, chegados de toda a parte e as gerações natas que os sucederam, foram os responsáveis pelo crescimento vertiginoso da cidade.
Em pouco mais de um ano, em 16/11/1942, a Vila Califórnia, sob a administração de Walter Wild, foi elevada a categoria de Distrito da 2ª. Zona, com sede em Baliza (Martinópolis) e pertencente a comarca de Presidente Prudente. Junto com a elevação a distrito, houve também a mudança de nome para Osvaldo Cruz, em homenagem ao Dr. Oswaldo Gonçalves Cruz (1872-1917), cientista e médico sanitarista responsável pela erradicação da febre amarela no Rio de Janeiro e responsável por importantes iniciativas na área de saúde pública.
Em 30/11/1944, portanto apenas três anos após a fundação, foi criado o município, pelo decreto 14.334, no governo (interventoria) de Fernando
Costa e, em 1º/01/1945, foi instalado o município de Osvaldo Cruz.
A cidade crescia de forma acelerada e, em 1º./04/1949, viveu um de seus momentos mais importantes: com uma multidão em festa, chega à cidade o primeiro trem de passageiros da Companhia Paulista, que até então só chegava em Tupã. O prefeito era Orlando Bergamaschi.
Durante um ano Osvaldo Cruz foi “ponta de linha” (última estação a partir de São Paulo), até, em 1950, a linha concluir o trecho Inúbia Paulista-Lucélia-Adamantina e, a partir daí, prosseguir até Panorama.
Mata virgem e vila em 1941, distrito em 1942 e município em 1945. A cidade dava pulos no calendário que outras cidades demoraram décadas para percorrer. E, em 30/11/1953, outro grande salto em direção ao progresso: pela Lei Estadual 2.456, Osvaldo Cruz é elevada a categoria de sede de Comarca, instalada em 24/01/1954, tendo como distritos Sagres, Salmourão e Lagoa Azul.
Em 1956, 15 anos após a fundação, Osvaldo Cruz foi classificada como uma das dez cidades de maior progresso do Brasil.
Em 1959, Sagres (antiga Caíque) e Salmourão (Massa-Pé) foram emancipados como municípios, permanecendo até hoje Lagoa Azul como distrito de Osvaldo Cruz. A Comarca de Osvaldo Cruz hoje é formada por Sagres, Salmourão e Parapuã, com cerca de 50 mil habitantes. Importantes indústrias e produtores rurais geram a economia da cidade, que tem comércio e serviços em plena expansão.
Osvaldo Cruz hoje tem quase 31 mil habitantes. O prefeito é Edmar Mazucato (PSDB), que está no cargo como interino na condição de Presidente da Câmara e o presidente da Câmara, também interino, é Nélson Silva (PP).
Moacyr Custódio
Dr. Crescêncio Miranda foi o primeiro prefeito de Osvaldo Cruz
Nomeado pelo presidente Getúlio Vargas em 08/12/44, o dr. Crescêncio Miranda foi o primeiro prefeito de Osvaldo Cruz, mas devido os conturbados momentos políticos vividos no Brasil naquela época foi substituído, em 26/11/45 pelo dr. Sérgio Galupo Prado, que ficou menos de um mês no cargo. O Dr. Miranda foi reintegrado em 22/12/45, ficando até março de 1946. Em seguida assumiu Valdemar Pio de Oliveira, em 19/03/46, ficando até março de 47, quando foi nomeado José Alvarenga, substituído depois por Eurico Vieira Guido que ficou de 13/04 a 31/12/47.
Em 1947 ocorreram as primeiras eleições populares e o povo osvaldocruzense elegeu Orlando Bergamaschi, que exerceu o mandato de janeiro de 1948 a dezembro de 1951.
Breno Ribeiro do Val foi eleito em 1951 e exerceu mandato de 1952 a 1955, sendo substituído por Hermínio Elorza, no período de 1956 a 1959.
Osvaldo Martins foi eleito e comandou a prefeitura de janeiro de 1960 a dezembro de 1963, quando entregou o cargo para Hermínio Elorza, novamente eleito.
Após o golpe militar ocorrido em 31/03/64 e a renúncia do presidente Jânio Quadros, do qual era correligionário, Hermínio Elorza também renunciou ao cargo de prefeito de Osvaldo Cruz, em abril, sendo substituído por seu vice Nélson Rodrigues, que ficou até dezembro de 1969, sendo o prefeito que permaneceu mais tempo no cargo, na esteira da ditadura militar que prorrogou mandatos de prefeitos.
As eleições voltaram a ocorrer em 1968, quando foi eleito Manoel Farias de Novaes, que assumiu em fevereiro de 1969 e ficou até dezembro de 1973. Em janeiro de 1973 assumiu Osvaldo Orlandi, que ficou até dezembro de 1976.
O vereador Vicente Antonio, presidente da Câmara, ocupou o cargo em janeiro de 1977, como interino, dando posse em fevereiro daquele ano para Valdemar de Oliveira Lima, que ficou no cargo até dezembro de 1982, assumindo também Luiz Sérgio
Mazzoni nos meses de dezembro de 1982 e janeiro de 1983.
Em fevereiro de 1983, assumiu José Monteiro Nabas, que ficou até dezembro de 1988, passando o cargo para Wilson Aparecido Pigozzi, que cumpriu mandato no período 1989/92, retornando no período 2005/08. Agostinho Sílvio Caleman foi prefeito de 1993 a 96.
Walter Luiz Martins foi prefeito entre 1997/2003 e encerrou seu terceiro mandato em 2012, quando disputou nova reeleição, mas teve os votos impugnados pela Justiça Eleitoral. O atual prefeito é o vereador Edmar Mazucato, que está ocupando o cargo interinamente, como presidente da Câmara. O TRE deve marcar novas eleições na cidade em junho ou julho.
Moacyr Custódio
sexta-feira, 3 de maio de 2013
OSVALDO CRUZ VENCE NA ESTREIA
O Osvaldo Cruz F.C. estreou na noite desta sexta-feira no Campeonato Paulista da Segunda Divisão com vitória: venceu o Tupã F.C., por 2 a 1, no "Breno Ribeiro do Val", que esteve interditado aos torcedores. O atacanrte Nei marcou os dois gols. Meus amigos Pedro Afonso, Walter Coca, Claudinei e equipe da Rádio MAX FM transmitiram o jogo. Nas entrevistas de fim de jogo, o presidente Walter Zaparolli comentou as dificuldades que o clube enfrenta, sem receita de renda do estádio, afirmando que está trabalhando com um grupo de homens. Segundo Pedro Afonso, que é assessor de Imprensa do Azulão, a possibilidade de o estádio ser aberto ao torcedor na rodada do dia 17/05 "é muito grande". Nesse dia o Azulão recebe o Presidente Prudente, às 20 hs.. O próximo jogo é em Assis, dia 12/05, às 10 hs., contra o Assisense.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
União lança Projeto Centenário e recebe apoio da Prefeitura de Mogi
O União F.C. realizou na sexta-feira (26), no Ginásio Municipal de Esportes “Professor Hugo Ramos”, solenidade para o lançamento do “Projeto Centenário”, intitulado “União na Mais Alta Divisão”, idealizado pelo presidente Senerito Souza em conjunto com o Departamento de Marketing, que tem Roberto Marciano como diretor. Autoridades municipais, conselheiros, empresários do comércio e indústria e torcedores estiveram presentes. O vereador Benedito Faustino Taubaté Guimarães, torcedor unionista fanático, representou seus colegas da Câmara Municipal.
Durante o evento foi oficializado também o apoio da Prefeitura de Mogi das Cruzes ao clube. O prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (PSD) e o secretário de Esportes Nilo Guimarães estiveram presentes e elogiaram o trabalho desenvolvido pela nova Diretoria presidida pelo por Senerito Souza. “O
União é da cidade. O União é nosso. O União é de Mogi das Cruzes”, enfatizou o prefeito ao abrir a reunião. “Há muitos anos não vejo uma reunião tão importante para falar do União. O casamento está feito quando a gente encontra a seriedade. necessária”, disse o prefeito, referido-se a parceria que o União firmou com a empresa AMV Esportes, comandada pelos ex-jogadores Amaral, Nelsinho e Edu. Os três fazem parte da Diretoria Executiva do União e são responsáveis pelo futebol profissional. “O time da cidade é o União Futebol Clube. Hoje quero estabelecer um pacto para que possamos comemorar o acesso do União no final do ano”, acrescentou Marco Aurélio Bertaiolli.
Bertaiolli concluiu explicando como será o apoio da Prefeitura ao alvirrubro: “Vamos incentivar as empresas a comprar ingressos, a fazer publicidade no ‘Nogueirão’ e até a adotar um atleta do União”.
Nélson Luís Kerchner, o Nelsinho, ex-lateral esquerdo que jogou no São Paulo, Corínthians, Flamengo e Seleção Brasileira, está otimista em relação ao futuro do clube: “o objetivo é levar o
União à Série A-1 do Paulista e pelo menos à Série B do Brasileiro”, disse.
O presidente Senerito Souza, que assumiu em setembro do ano passado e vem trabalhando intensamente para recuperar a imagem e a credibilidade do União, também falou sobre este novo momento do “Serpente do Tietê”: “Um novo século está começando no União. É motivo de muito orgulho, mas de uma responsabilidade ainda maior. Temos que fazer um trabalho sério para subir à A-3”.
PROJETO CENTENÁRIO
O Projeto “União na Mais Alta Divisão”, apresentado por Roberto Marciano, cria um Organograma Setorial, com um Conselho de Notáveis e uma Ouvidoria; prevê o desenvolvimento de ações de Marketing para o Centenário, com peças publicitárias, novos uniformes e eventos institucionais; trabalho para transformar o clube em referência nas categorias de base e elevar o time profissional às primeiras divisões do Futebol Paulista e do Campeonato Brasileiro; composição de uma diretoria executiva,
criação do site oficial e lançamento do Programa Sócio-torcedor.
O projeto prevê ainda uma maior aproximação com as torcidas uniformizadas visando aumentar o número de torcedores nos jogos e bater o recorde de público no Estádio Municipal“Francisco Ribeiro Nogueira” (O maior público do “Nogueirão” foi em um jogo do Corínthians contra o Juventude, em setembro de 1995, com 10.360 pagantes), entre outras promoções.
No final da solenidade, o prefeito Marco Aurélio Bertaiolli recebeu do presidente Senerito Souza uma camisa oficial do centenário.
O União inicia sua participação no Campeonato Paulista da Segunda Divisão neste sábado (27), às 15 hs., em Jacareí, contra o Jacareí A.C., pelo Grupo 7, onde estão também o Atlético Mogi das Cruzes, Ecus e União Suzano. Três clubes em cada grupo classificam-se para a próxima fase da competição, que reúne 45 equipes de todas as regiões do Estado.
Moacyr Custódio
terça-feira, 23 de abril de 2013
Azulão inicia caminho de volta à Primeira Divisão do Futebol Paulista
O Osvaldo Cruz F.C. entra em campo no Estádio “Breno Ribeiro do Val”, na próxima sexta-feira (3/05), às 20 hs., para jogar contra o Tupã F.C., disposto a reiniciar o caminho de volta às divisões maiores do Futebol Paulista. No ano passado, depois de permanecer por muitos anos na Série A-3 e alcançar dois acessos a Série A-2, o time acabou caindo para a Segunda Divisão, terminando o campeonato na penúltima colocação, com 14 pontos em 19 jogos (quatro vitórias, dois empates, 13 derrotas, 16 gols marcados contra 41 sofridos, saldo negativo de 25).
Agora, em 2013, com nova diretoria comandada pelo presidente Walter Zaparolli e um clima aparentemente bem mais tranquilo do que a tumultuada temporada de 2012, o clube acertou parcerias e patrocínios que demonstram maior solidez e vem se preparando bem para a difícil competição, que é disputada por 45 equipes em cinco fases.
Segundo o treinador Carlos Spinoza o elenco deverá contar com 28 atletas. Desses, 26 já estão treinando e sendo observados para a formação do time titular ideal. A média de idade é jovem, já que o regulamento exige atletas de até 23 anos, podendo atuar em cada jogo apenas três acima desta idade. Um desses deverá ser o volante Adão, 26 anos, que veio do Comercial de Ribeirão Preto. Os outros destaques do time são Leandro Queixada, também volante, o zagueiro Miranda, o lateral esquerdo Douglas e o atacante Zé Luís.
Beneficiado pelo remanejamento de grupos que a Federação Paulista de Futebol (FPF) fez para readequar a regionalização e incluir novos participantes, o Osvaldo Cruz acabou ficando em um dos três grupos com cinco equipes (os outros grupos têm seis). Como classificam-se três de cada grupo, a missão do Azulão acabou ficando mais fácil. Em seu grupo, o de número 2, estão Tupã F.C., C.A.Assisense, G.D.Prudente e Presidente Prudente F.C.
SOBE E DESCE
Com apenas nove anos nesta nova fase, o Azulão vive uma trajetória de conquistas e insucessos, mas que no balanço geral pode ser considerada positiva. Fundado em 17 de fevereiro de 2004, o Osvaldo Cruz F.C. promoveu a volta do futebol profissional na cidade, sucedendo a Associação e a Esportiva, equipes que marcaram boa presença nas décadas dos anos 60, 70 e 80, tendo chegado à Divisão Intermediária da FPF, apenas um degrau atrás da então Divisão Especial, hoje A-1.
Com o trabalho abnegado e competente do presidente Luizinho Gumiero e sua equipe e o apoio de empresas da cidade, o time elevou Osvaldo Cruz ao topo do futebol paulista.
O novo Azulão estreou no dia 18/04/2004, contra o Prudentino, em Prudente, com vitória por 2 a 1, na então Série B1-B (5ª. divisão). Não conseguiu subir, mas uma mudança feita pela FPF, unificando as séries B1-B e B1-A colocou o time na 4ª. divisão, em 2005, quando fez ótima campanha e terminou como vice-campeão, atrás apenas do São Carlos, conseguindo o acesso para a A-3.
Na A-3, em 2006, com status de Primeira Divisão, o Azulão deu mais um salto: subiu para a A-2 ao lado de XV de Jaú, São José e Botafogo, causando surpresa no futebol paulista: um desconhecido entre os grandes colocava a cidade de Osvaldo Cruz no mapa do futebol.
Na A-2 de 2007, o time não foi bem: ficou em 19º. lugar, com quatro vitórias, cinco empates e dez derrotas, 20 gols marcados, contra 33 sofridos, retornando a A-3.
Em 2008, o Azulão fez excelente campanha e por pouco não subiu novamente: ficou em 12º. lugar, com 25 pontos, dois a menos que o 8º. colocado, destacando-se neste ano duas espetaculares vitórias fora de casa: 3 a 2 no Linense e 4 a 0 no Taubaté.
Em 2009, o time subiu novamente para a Série A-2. Depois de ficar em 8º. lugar na primeira fase, foi para a segunda fase e obteve boas vitórias em seu grupo contra Francana (2 a 0 e 1 a 0), Itapiresne (3 a 1) e o Votoraty (1 a 0). Ficou em 2º. lugar, com 10 pontos, e só não decidiu o título pelo critério de saldo de gols. Subiu junto com Votoraty, Grêmio Osasco e Pão de Açúcar (hoje Audax).
Em 2010, pela segunda vez na Série A-2, ao lado de clubes oriundos da divisão de elite, como União São João, Guarani de Campinas, União Barbarense e Atlético Sorocaba, o Azulão fez boa campanha, mas não conseguiu se manter: em 17º. lugar com 17 pontos (5 vitórias, 2 empates, 12 derrotas), ficou a quatro pontos do Rio Preto, o último fora da zona do rebaixamento.
Novamente na A-3 em 2011, que foi disputada em dois grupos regionalizados, o Azulão ficou em 6º. lugar no grupo 1 (classificaram os quatro primeiros de cada grupo). Duas derrotas foram fundamentais para a desclassificação do time, que fez campanha razoável: 1 a 0 para o Lemense, lanterna durante todo o campeonato, e 1 a 0 para a Inter de Bebedouro, em casa). Houve também um empate, em casa, contra a Francana, depois de estar vencendo por 2 a 0. Mas foi garantida a permanência na A-3, da qual o time se despediu no ano passado e agora tenta recomeçar. A história já provou que é possível e, com o apoio de sua torcida e a seriedade da nova Comissão Técnica, o Azulão poderá comemorar o seu 10º. aniversário, em 2014, de volta à Primeira Divisão.
Moacyr Custódio
CAMPEONATO PAULISTA DA SEGUNDA DIVISÃO
Começa neste sábado a maior e mais disputada competição do futebol profissional do Brasil
O Campeonato Paulista da Segunda Divisão começa neste sábado (27/04), movimentando todo o Estado de São Paulo com a maior, mais disputada e mais importante competição de futebol profissional do Brasil em divisão de acesso. Até o dia 27/10, serão 45 equipes de todas as regiões paulistas brigando para subir à Primeira Divisão, na Série A-3, e a partir daí fazer uma caminhada menos difícil, passando pela Série A-2, e, quem sabe, chegar à divisão de elite e disputar a A-1, onde estão os chamados “times grandes”. Como fez o C.A.Penapolense nos últimos anos, que venceu todas essas etapas e hoje está entre os oito melhores times do Futebol Paulista, disputando as quartas de final da divisão principal.
O caminho não é fácil: o campeonato é dividido em cinco fases e começa com oito grupos regionalizados, três grupos com cinco times e cinco com seis. Nesta primeira fase, classificam-se os três primeiros de cada grupo. Na segunda fase, que terá 24 times divididos em seis grupos de quatro, seguem os dois primeiros de cada grupo mais os quatro melhores terceiros colocados. A terceira fase terá 16 times – quatro grupos de quatro – classificando-se os dois primeiros de cada grupo.
A quarta fase é o foco principal de todos os 45 times: serão oito equipes divididas em dois grupos de quatro e os dois primeiros de cada grupo sobem para a Série A-3.
E os dois primeiros de cada grupo desta quarta fase, decidem na quinta fase, o título da competição e o vencedor terá o orgulho de escrever em se estádio e colocar em sua história a expressão: Campeão Paulista da Segunda Divisão-2013. Em todas as fases, a disputa é em dois turnos, um jogo em casa outro fora, o que dá a legitimidade que a Série A-1 não tem, já que na divisão de elite, por falta de datas, os jogos são em turno único. Ou seja: não há a chamada “revanche”, coisa normal e necessária até no futebol de várzea....
O campeonato tem o nome de Segunda Divisão, mas na verdade corresponde a quarta divisão do Futebol Paulista. Trata-se de uma estratégia de marketing da FPF com o objetivo de valorizar principalmente os atletas e atrair investidores e empresários do futebol. A maioria dos clubes continua na disputa graças aos investidores e muitos foram criados só com o objetivo de revelar jogadores. Assim, fica mais fácil negociar no Exterior um atleta da “Segunda Divisão Paulista” do que um da quarta divisão ou da antiga Série B, ou “bezinha”, como ainda chamam muitos comentaristas de rádio do Interior. Nesta linha, há um limite de idade: os atletas inscritos pelos clubes têm idade de no máximo 23 anos (nascidos em 1990), com exceção de três jogadores acima desta idade que poderão jogar em cada jogo.
Com a fase regionalizada nesta primeira fase, os torcedores poderão ver jogos interessantes em todas as regiões, clássicos tradicionais e até alguns jogos inusitados:
No Grupo 1, será revivido o clássico Araçatuba x Bandeirante de Birigui, cidades vizinhas e antigas rivais. Outro jogo com rivalidade local será Fernandópolis x Tanabi. Livre e desimpedida está a A.E.Ilha Solteira, que tem um pouco de história na competição e poderá meter o bico na vida dos vizinhos.
No Grupo 2, teremos Osvaldo Cruz x Tupã, que disputaram memoráveis partidas nos anos 1960 e 1970. Haverá também um clássico local: Grêmio Prudente x Presidente Prudente F.C.. O outro time do grupo é o Assisense.
No Grupo 3, continuará acontecendo o clássico Taquaritinga x Matonense, dois clubes que já estiveram na elite, que terão como adversários o novo Guariba e os antigos José Bonifácio e Olímpia.
No Grupo 4, o Pirassununguense , que tem 105 anos de existência, continua lutando para subir à divisão de elite, brigando com outros clubes tradicionais que já estiveram lá: XV de Jaú e Radium de Mococa. Completam o grupo o aguerrido Américo de Américo Brasiliense, o tradicional Palmeirinha de Porto Ferreira e o Paulistinha de São Carlos, que retorna ao futebol profissional. .
No Grupo 5, não há história: todos os seis times foram formados recentemente por empresários, são times de negócio: Taboão da Serra, Cotia, Desportivo Brasil, Elosport e Osasco.
No Grupo 6, o tradicional Nacional é o único representante da Capital e terá pela frente um antigo time varzeano - AD Guarulhos que já foi Vila das Palmeiras - o sempre presente Primavera de Indaiatuba, o sempre incerto e sem casa SEV Hortolândia, mais seus coirmãos de negócios Atibaia e Sumaré.
No Grupo 7, o União de Mogi das Cruzes, que comemora este ano o seu centenário, vai medir forças com outro time da cidade - o novato Atlético Mogi -, dois clubes da vizinha Suzano (Ecus e União Suzano), um antigo rival (Jacareí A.C.) e outro recém criado, o Manthiqueira de Guaratinguetá.
E no Grupo 8, haverá dois clássicos locais: um que tem muita história para contar – Portuguesa Santista x Jabaquara, ambos com presenças históricas na divisão principal, e outro que não tem nenhuma história: C.A.Diadema x E.C.Água Santa, também de Diadema, os dois recém criados profissionalmente. São Bernardo e Mauaense completam o grupo.
Moacyr Custódio
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