sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

CONTRATAÇÃO DE LEANDRO DAMIÃO É UM NEGÓCIO DE ALTO RISCO PARA O SANTOS F.C.

MATÉRIA MOACYR CUSTÓDIO SOBRE LEANDRO DAMIÃO/SANTOS FUTEBOL CLUBE
O atacante LEANDRO DAMIÃO foi apresentado oficialmente hoje como jogador do SANTOS F.C. em evento realizado no Centro Histórico de Santos, que contou com passeio de bonde, show de punk e coisa e tal. Leandro Damião da Silva dos Santos, 24 anos, é natural de Jardim Alegre-PR, e começou a jogar futebol em times amadores da Capital Paulista. Como profissional, jogou no Atlético Ibirama e Marcílio Dias, ambos de Santa Catarina. Estava no Internacional de Porto Alegre desde 2010, tendo jogado 190 partidas e feito 90 gols. Na Seleção Brasileira jogou 17 partidas e fez três gols. O Santos pagou R$ 41,6 milhões pelo jogador, maior transação entre clubes do futebol brasileiro em todos os tempos. O dinheiro foi emprestado pela empresa DOYEN SPORTS, que tem como um dos dirigentes Renato Duprat, que comandava a falida Unicor, patrocinadora do Santos em 1995. Independente das qualidades do atleta (na minha opinião o seu futebol não vale tanto dinheiro), o SANTOS F.C. fez um péssimo negócio, que é, na verdade, um tipo de agiotagem que pode comprometer as finanças do clube de forma drástica. Se não, vejamos: não há parceria neste negócio, mas sim empréstimo da Doyen ao Santos. O clube tem prazo de 5 anos para devolver integralmente os 41 milhões, com juros que podem chegar a 20%. Se não conseguir, a dívida continuará sendo corrigida. A aposta do clube, feita quase que no escuro, é a valorização do jogador e uma futura venda ao Exterior. Mas, como diz a música "Couro de Boi", de Teddy Vieira e Diogo Mulero, "pode ser que aconteça de nóis não se combinar....." e PRONTO: o clube poderá ser acionado na Justiça e ficar com a metade do couro para cobrir a sua história gloriosa. É claro que espero que aconteça o melhor: que o jogador se destaque, o clube tenha muitas conquistas com ele e que seja vendido pelo dobro do valor. Mas o risco é muito grande, um tiro no escuro.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

RINÓPOLIS E DRACENA ESTÃO NAS SEMIFINAIS DA COPA AMNAP

A Copa Amnap de Futebol Amador, realizada na região da Nova Alta Paulista, teve as partidas de volta das quartas de final neste domingo, definindo os classificados para as semifinais. O Rinópolis F.C. empatou em 1 a 1 com o Adamantina e, como já havia vencido o primeiro jogo por 3 a 2, se classificou; no outro jogo, o Dracena E.C. venceu o Osvaldo Cruz por 4 a 0, no Estádio Írio Spinard, em Dracena, e também passou para as semifinais (o primeiro jogo foi 0 a 0). O primeiro jogo acontece no próximo domingo, às 16h30, no estádio "Eugênio Rino Filho", em Rinópolis, e no próximo domingo os dois times decidem em Dracena. Quem passar, pega o vencedor da outra semifinal, entre Juventus de Iacri e Lucélia. Nas fotos, as equipes de Rinópolis e Dracena.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Estádio do Corinthians em Itaquera será inaugurado em janeiro

Está marcado para o dia 18 de janeiro do ano que vem a pré-inauguração do estádio que pertencerá ao S.C.Corinthians Paulista, que está sendo construído no bairro de Itaquera, Zona Leste da Capital Paulista. O estádio ainda não tem nome oficial: a Fifa chama de Arena São Paulo, os moradores da região chamam de “Itaquerão”,os conrintianos chamam de “Fielzão” e a diretoria do clube, entre eles o ex-presidente Andres Sanches, principal responsável por sua construção, já o denominam de “Arena Corinthians”. Identificação a parte, o fato é que o novo estádio já é uma reralidade. Está com 90% de obras construídas, gramado pronto e em fase de acabamento. A conclusão está prevista para o dia 28 de dezembro. O primeiro teste será feito, no dia 18 de janeiro, com um jogo entre crianças carentes da região com presença de público estimado em 4.000 pessoas. No dia 25 de janeiro, data do aniversário da cidade de São Paulo, haverá um jogo entre uma seleção de operários da Construtora Odebrecht, que está executando a obra e tem participação financeira no estádio, contra um time de sócios e funcionários do Corinthians. Para este evento está previsto um público de 14 mil pessoas. O jogo oficial de inauguração será no início do mês de março entre o Corinthians e um time ainda não escolhido, havendo a possibilidade, já cogitada, de trazer a São Paulo o time inglês homônimo que deu origem ao nome do clube. Para este jogo serão vendidos ingressos para a capacidade total do novo estádio, que será de 48 mil pessoas. O Itaquerão, ou seja lá o nome que tiver, será palco da abertura da Copa do Mundo-2014, que será disputada entre 12 de junho e 13 de julho. A Seleção Brasileira jogará contra uma seleção que será definida no sorteio das chaves que acontecerá em dezembro. Para a Copa do Mundo serão instaladas arquibancadas provisórias que aumentarão a capacidade de público para 69 mil lugares, número exigido pela FIFA para os estádios da Copa. A instalação dessas arquibancadas será iniciada na próxima segunda-feira (21) e terá um custo de R$ 38,1 milhões. Sabe-se que a Ambev, empresa que controla as marcas de cerveja Antarctica e Brahma, entre outras, pagará parte do valor, o que já está gerando piadas maldosas de que o estádio poderá se chamar “parque Antarctica”, nome que identificou o estádio do Palmeiras até o final da década dos anos 1980. Quanto ao custo total do estádio, está em torno de 1 bilhão de reais, com R$ 400 milhões assegurados pela Prefeitura de São Paulo, que também doou o terreno em 1985 e que já vinha sendo utilizado como centro de treinamento, e o restante através empréstimo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que ainda não foi liberado, com o aval do Governo Federal e do Governo do Estado, tendo como garantia a penhora do Parque São Jorge, sede do clube no bairro do Tatuapé, também na Zona Leste. No entorno do estádio, o Governo do Estado está executando obras de remodelação do sistema viário, com construção de avenidas, viadutos e acessos, que já tem 60% de obras construídas e previsão de entrega para março do ano que vem. Moacyr Custódio

Faixas exclusivas para ônibus em São Paulo revelam intolerância de motoristas de carros contra usuários do transporte coletivo

A Prefeitura do Município de São Paulo, através da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), concluiu, na segunda-feira (14), o seu programa denominado “Operação dá Licença para o ônibus”, que previa 220 km de faixas exclusivas para os ônibus, visando, segundo o prefeito Fernando Haddad (PT), “promover a circulação do transporte coletivo da Capital, diminuir o tempo de via
gem aos usuários e melhorar o conforto (...)”. A implantação do programa foi rápida e ultrapassou o objetivo: nesta semana foram concluídos 232,1 km de faixas exclusivas. Rápido por que a “obra” é fácil de ser executada: basta pintar uma faixa com tinta branca ao longo das ruas e avenidas, colocar uma placa e faixas (de pano) informando sobre a novidade, que está pronto. Com a conclusão do programa na Zona Leste, que incluiu a avenida Marechal Tito, ruas centrais de Itaquera, Artur Alvim e Ermelino Matarazzo, as faixas exclusivas estão em toda a cidade, além das principais avenidas como Paulista e Radial Leste, onde já existiam. Os horários são diferentes de um local para o outro, mas geralmente é de manhã das 6 às 9 hs, no sentido centro, e à tarde, das 17 às 20 hs, no sentido bairro. Isso gerou uma confusão: há avenidas, como em Itaquera e em São Miguel Paulista, que o movimento é o mesmo nos dois sentidos, todas as horas do dia, sem que ninguém saiba qual é o sentido centro, já que o sentido centro para uns pode ser sentido bairro para outros. O fato é que o programa está gerando uma intolerância dos motoristas de carros contra os usuários de ônibus. As faixas exclusivas de ônibus agradaram os passageiros, que tiveram redução do tempo de viagem de até 40 minutos; mas desagradaram os motoristas de carros particulares, que estão enfrentando maiores congestionamentos devido a redução da pista por onde podem circular nos “horários das faixas”. Resumo da opera: quem só anda de carro, detesta; quem usa ônibus, aprova. Coisas de uma cidade onde é cada um para si. A população da Capital ultrapassa 11 milhões de habitantes e tem sete milhões de veículos registrados, mas esses números não representam a realidade. A população da região metropolitana passa de 19 milhões e o número de veículos que circulam por São Paulo se multiplica com os veículos que vêm das grandes cidades como Guarulhos, Osasco, Carapicuiba, Santo André...e de todos os lugares. Os ônibus das empresas permissionárias na cidade são acima de 15 mil, que transportam quase 10 milhões de passageiros por dia, contando todas as viagens. Aqui, também o número se multiplica com os ônibus intermunicipais que ligam as cidades da região metropolitana. Este sistema tem o apoio essencial do Metrô, que transporta 3,8 milhões de passageiros por dia. Assim, a polêmica e o incômodo são apenas dos motoristas que, sozinho em seu carro, reclamam da faixa exclusiva de ônibus, onde estão 80 pessoas em cada coletivo, apertadas como sardinhas na lata, sem conforto, mas que aplaudem em pé, literalmente em pé, a faixa exclusiva. Moacyr Custódio

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

DESINFORMAÇÃO E POLÊMICA

A notícia ganhou destaque em emissoras de rádio da Capital: moradores de Bauru são contra a "Estátua da Liberdade" como símbolo da cidade. Alguns radialistas, zelosos com a história da cidade que não conhecem, aderiram "a causa". Afinal, seria uma afronta confundir Bauru com Nova Yorque, onde foi construído um dos símbolos mundiais, doada pelo Governo Francês (o símbolo de NY é uma maçã, diga-se de passagem). Chegaram a sugerir como símbolo da cidade uma estátua de Eny Cezarino, prostituta que comandou uma famosa casa na cidade. Lembraram a retirada do "bauruzinho", alusão ao sanduíche que ganhou notoriedade na Capital. Não sabem que o grande símbolo de Bauru é a estação ferroviária da Noroeste do Brasil e seus entroncamentos de linhas férreas para todas as direções, que lhe deu a denominação de "Cidade Sem Limites". A tal "estátua da Liberdade"´é apenas o símbolo e logomarca de uma rede de lojas de departamentos (HAVAN) fundada em Santa Catarina e que está se instalando em algumas cidades paulistas. Fica na rodovia Marechal Rondon, próximo a entrada de Bauru.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Vote no PMOC

Vote no PMOC Sabe aquelas eleições municipais que aconteceram em todo o país no dia 7 de outubro do ano passado? Pois bem: os prefeitos eleitos já estão no segundo semestre do mandato, alguns até já foram afastados e os vereadores já estão bem arrumadinhos com seus esquemas bem instalados. Nos gabinetes do Parlamento e dos órgãos públicos, um monte de desocupados deu lugar a outro monte de desocupados. São aqueles cargos de confiança que gozam da desconfiança dos eleitores que acabam colocando, sem querer, ladrões de galinha para cuidar do seu quintal! Pilantragens à parte e inclusas, o fato é que em Osvaldo Cruz a eleição não terminou. Os vereadores foram eleitos, diplomados e empossados, mas o prefeito e vice-prefeito, não. Já temos um novo Papa, mas não temos prefeito!. Neste domingo, 4 de agosto, os eleitores de Osvaldo Cruz voltam às urnas. Têm a missão de escolher, de novo, o prefeito e o vice-prefeito que irão administrar o município no período 2013-2016, que já está em pleno andamento, mas para Osvaldo Cruz a eleição não valeu para prefeito, embora os eleitores tenham demonstrado de forma ampla o que queriam... Mas, nos momentos em que a política briga com enxadas, foices e advogados, no final das contas é você mesmo que decide. Vai lá!. Temos eleição e, em Osvaldo Cruz, desde os tempos dos pioneiros, eleição sempre foi um momento apaixonante. É claro que não temos mais Ermínio Elorsa, Osvaldo Martins, mas temos eleição, pois que temos democracia. Uma democracia bem frágil, mas temos. E temos também uma sopa de letrinhas, coisa que era inimaginável nos tempos dos pioneiros, quando era isso ou era aquilo. Nada poderia se misturar as convicções e aos ideais dos bravos correligionários, que, diga-se de passagem, sustentavam os partidos e não eram sustentados por eles. Pois bem: de um lado a situação com mais de uma dezena de siglas; do outro lado a oposição, que já foi situação, com quase uma dezena de siglas. No meio de tudo isso você, eleitor de Osvaldo Cruz. Agora é você quem decide. Não faça do voto neste domingo uma obrigação. Analise o passado, o presente e pense no futuro. E vote PMOC (Partido do Município de Osvaldo Cruz). A sopa de letras pode ser muito salgada se você não pensar muito bem antes de escolher o cardápio que terá que engolir nos próximos anos... Moacyr Custódio

O troca-troca entre Executivo e Legislativo

Você elege deputados e senadores para que eles componham o Poder Legislativo e, através de sua condição de representantes da população, apresentem projetos que beneficiem toda a Sociedade e fiscalizem as ações do Poder Executivo, certo? Errado!. No Brasil não é assim que a coisa funciona: o Legislativo vem, há muito tempo, fazendo o papel do Executivo, prometendo e “realizando” obras em suas bases eleitorais e, para isso, faz chantagem com o Executivo: ou dá dinheiro para a obra que vou dizer que fui eu que fiz, ou não conte comigo?... Na contramão desta relação conturbada e desonesta, o Executivo, dono das canetas que assinam as nomeações de ministros, secretários, diretores, coordenadores e outros milhares de cargos que a máquina pública possui e, se não tiver, cria, também faz chantagem: ou você está comigo ou os seus amigos e apadrinhados também não estão... É assim que caminha a política brasileira, com suas formas erradas de destinar os bilhões de impostos arrecadados dos contribuintes, que vêm desde os tempos do Império, esteve presente em todos os governos, mas está bem mais acentuado e descaradamente escancarado no Governo do PT. Isso porque o partido de Luis Inácio Lula da Silva, que nunca saiu da presidência, segundo a presidente Dilma, só tinha um aliado fiel antes de entrar no governo: o PC do B, que era companheiro de lutas nos tempos em que era preciso derrubar tudo de errado que existia nos governos, em todos os governos. Uma vez no governo, como num passe de mágica, amealhou aliados antes inimigos mortais, como o PMDB de José Sarney, o partido da vez de Paulo Maluf, e outros tantos ocupados por fisiologistas e oportunistas. Uma base aliada formada por partidos que se juntam ao governo, seja qual for o governo. Mas para isso funcionar é preciso cumprir os acordos, o troca-troca: você me dá, eu de dou, mas se você não me dar, eu não te dou depois.... E como esta política dos canaviais nunca é composta por pessoas confiáveis, a coisa desandou e a relação do Executivo do PT com seus aliados sustentadores, está tão desunida quanto qualquer grupo em que o interesse maior é o venha ao nosso reino e, sua vontade, tem que ser igual a minha... Toda esta situação, que é desastrosa para a Sociedade e para todos os setores que movem o país em direção aos interesses da coletividade, está agora na mesa da presidente Dilma e do seu chefe Lula. Para agradar e deixar contente os aliados, os presidentes se reuniram na terça-feira (30/07), no Palácio da Alvorada, residência oficial da presidente. Dilma Rouseff liberou R$ 2 bilhões para que deputados e senadores fiquem bonzinhos e saiam pelo Brasil afora levando as suas emendas e dizendo nos seus redutos eleitorais: cheguei e trouxe o dinheiro do governo que prometi. Dependendo do prefeito, dos vereadores e dos projetos que aguardam verba para serem concretizados, os municípios ganham com isso, como ganham também empreiteiras e lobistas. Quase sempre, o dinheiro é repartido no meio do caminho e nem chega ao município. De qualquer maneira, não é esta a função do deputado e do senador. O dinheiro do governo precisa ir direto e rápido para onde é necessário. Mas quando a presidente precisa abrir a bolsa para que os amigos de seu partido façam o que ela deveria fazer, definitivamente, não foi para isso que você elegeu deputados e senadores e, tampouco, uma chefe do Executivo que só anda se fizer agrados. Moacyr Custódio