terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Jornalista Helena Masuzaki – 24/04/1961 – 29/12/2011.



Helena Yaeko Masuzaki, editora deste blog e fundadora e editora assistente do jornal “Cidade de Rinópolis”, faleceu na manhã do dia 29/12, na Santa Casa de Rancharia, Interior de São Paulo, vítima de uma parada cardiorespiratória. Tinha 50 anos de idade.

Helena sofreu infarto do miocárdio no dia 11/09 e neste período foi atendida no Hospital São Paulo de Rinópolis, na Santa Casa de Tupã e chegou a receber alta e ir para casa, em Rinópolis, por três semanas. O estado de saúde se agravou no dia 27/12, sendo encaminhada para a UTI da Santa Casa de Rancharia, onde morreu. Seu corpo foi sepultado no Cemitério Municipal de Rinópolis, na manhã do dia 30/12.

Nascida e criada em Rinópolis, Helena era casada com o jornalista Moacyr Custódio, com quem se reencontrou após 33 anos, em 2009. O casal havia namorado na década de 70. De seu primeiro casamento, Helena tinha dois filhos: Bruno (22 anos) e Rodrigo (27).

Helena era filha de Keitaro e Take Massuzaki, já falecidos, que mantiveram por mais de 50 anos o Bazar Masuzaki, lendário estabelecimento comercial que chegou a ser um dos símbolos da história de Rinópolis. Chamada pelos amigos mais íntimos por Yaeko, estudou nas escolas “Dr. Ginez” e “Seraphina”, completando o segundo grau e, em seguida, concluindo o curso técnico em Contabilidade, no Colégio Comercial.

Tinha cindo irmãos: Cleuza (residente no Japão), Mercedes (São Paulo), Vera Lúcia (Rinópolis), Adalberto (Barueri) e Keite (falecido).

Helena Masuzaki viveu duas temporadas no Japão, retornando, em 2009, para viver com Moacyr em São Paulo, onde prestou serviços de produtora musical, trabalhando ao lado do marido na Rádio Cumbica-AM de Guarulhos, na qual Moacyr era diretor de Jornalista e apresentador do programa “Boa Tarde Cidade”.

O casal foi para Rinópolis em janeiro de 2010, onde fundou o jornal “Cidade de Rinópolis”, cuja primeira edição circulou em março daquele ano, completando 42 edições no mês de dezembro passado. O jornal é uma parceria com o tradicional “Jornal de Osvaldo Cruz”, do qual Moacyr Custódio é colaborador há mais de 30 anos.

No jornal, Helena coordenava o Departamento Comercial e produzia matérias especiais em que ouvia povo e autoridades sobre temas nacionais e polêmicos, como bulliyng, violência contra mulheres, abandono de idosos, alcoolismo na juventude etc. Assinava também a coluna “Brilho Social”, espaço dedicado aos acontecimentos sociais da cidade. Sempre ao lado do marido, o acompanhava muitas vezes na apuração de reportagens na função de fotógrafa.

Comunicativa, alegre e amável com todos, Helena Masuzaki vivia momento feliz com o início de uma nova fase profissional na área do Jornalismo, em que era orientada e incentivada pelo marido, e os preparativos para novos projetos que seriam desenvolvidos em 2012.

Teve que ir embora antes do fim do ano, deixando uma infinita e insuperável saudade, mas ficando na memória de todos como mulher de fibra, dedicada, honesta e trabalhadora. E uma lacuna que jamais será preenchida no coração deste jornalista que perdeu o que tinha de alma, motivação, alegria e felicidade. Nas palavras de conforto dos amigos, dizem que “a vida continua”. Mas continua terrivelmente triste e sem graça, aumentando ainda mais a descrença e as certezas de que os desígnios do destino são armadilhas aleatórias que aparecem no caminho das pessoas, sem controle e absolutamente injustas.
Moacyr Custódio

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Dr. Sócrates: a humanidade perde um grande homem

O ex-jogador de futebol Sócrates morreu na madrugada (4h30) de domingo (4), no Hospital Albert Eisntein, São Paulo, onde estava internado desde quinta-feira (1º.) A causa da morte foi um choque séptico (infecção generalizada causada por bactérias). Seu corpo foi sepultado às 17h25 do mesmo dia, no Cemitério Bom Pastor, em Ribeirão Preto.

Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira tinha 57 anos. Nasceu em Belém-PA e veio ainda pequeno para Ribeirão Preto, Interior de São Paulo. Nessa cidade, formou-se em Medicina e foi revelado para o futebol, jogando nas categorias de base do Botafogo, ganhando o título de campeão da Taça Cidade de São Paulo, em 1977.

Foi para o Corinthians em 1978, onde permaneceu até 1984, sendo três vezes campeão paulista (79, 82 e 83). Jogou ainda na Fiorentina (Itália), Flamengo, Santos e no Garforth Town (Inglaterra). Pela Seleção Brasileira disputou 63 jogos e disputou as Copas do Mundo de 1982 e 1986. Marcou 317 gols e encerrou a carreira no Botafogo de Ribeirão Preto, em 1989. No Santos, time para o qual torcia na infância e juventude, jogou 23 partidas (1988/89) e marcou sete gols.

Sócrates foi, além de grande jogador, um homem de valor. Participou da luta pela redemocratização do Brasil durante a campanha pela aprovação da Emenda Dante de Oliveira, que pedia eleições diretas-já. No Corinthians, implantou ao lado de seus companheiros Wladimir, Zenon e Casagrande e do diretor Adilson Monteiro Alves, a chamada “Democracia Corinthiana”, regime em que os jogadores decidiam junto com a diretoria.

De família de classe média, manteve-se humilde, fazia o que gostava, lutava pela liberdade e direitos dos oprimidos, enfim, um cidadão que fará falta, ao contrário de muitos imbecis que andam por aí pensando que têm poder, mas não passam de uns pobres coitados cujos nomes nada representarão para a história.
Moacyr Custódio

Rotary de Rinópolis realiza reunião festiva de Natal

O Rotary Club de Rinópolis realizou reunião festiva de Natal, na noite de quinta-feira (8). O presidente Antonio dos Santos (Nico) saudou a todos os rotarianos e convidados com uma mensagem de Natal. Na reunião, foi empossado como novo membro do Rotary de Rinópolis o casal Edmilson e Creuza Rodrigues.

Após a posse dos novos companheiros foi servido um lauto jantar e, em seguida, as senhoras rotarianas do Clube da Amizade fizeram a entrega dos presentes de Amigo Secreto, em bonita festa de confraternização.

Jantar dançante em prol do Hospital São Paulo

Foi realizado na noite de sábado (26/11) mais um evento em benefício do Hospital São Paulo de Rinópolis. O Jantar Dançante aconteceu no Rinópolis Tênis Clube (RTC) e contou com a presença de centenas de pessoas.

Depois de muita expectativa, corintianos de Rinópolis finalmente puderam comemorar

O Sport Club Corinthians Paulista conquistou pela quinta vez o título de campeão brasileiro ao empatar sem abertura de contagem com o Palmeiras, domingo (4), no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. Os outros títulos foram conquistados em 1990, 1998, 1999 e 2005.

O pentacampeonato foi comemorado em Rinópolis com carreata nas ruas, churrasco em várias residências e encontros nos principais bares da cidade, como no Zero Grau, no Parada Obrigatória e no Bar do Edílson, no centro, e no Bar do Dema, no Jardim São Paulo.

O jogo foi marcado por momentos de tristeza e homenagens devido a morte do ex-jogador corintiano Sócrates, que foi sepultado naquela mesma tarde em Ribeirão Preto (veja matéria nesta página).

A partida, que é o clássico de maior rivalidade do futebol paulista, foi tensa e os torcedores, que lotaram completamente o estádio, tiveram sua atenção voltada também para o Rio de Janeiro, onde jogavam Vasco e Flamengo, no Estádio João Havelange (Engenhão). Uma derrota do Corinthians e uma vitória vascaína daria o título ao time carioca. Mas, no fim, deu tudo certo para a maior torcida paulista: o Vasco também empatou, mas poderia até ter vencido, pois o empate já era suficiente para o Timão.

O Corínthians terminou a competição com 71 pontos, dois a mais que o Vasco. Foram 38 jogos, 21 vitórias, oito empates e nove derrotas, 53 gols marcados, 36 sofridos (melhor defesa). O aproveitamento do campeão foi de apenas 62% dos pontos disputados, em uma competição que foi a mais equilibrada da história da competição.

Entre os times paulistas, o segundo melhor foi o São Paulo, que ficou em 6º. lugar e não conseguiu uma vaga para a Libertadores, o Santos ficou em 10º. e o Palmeiras em 11º. O aretilheiro do campeonato foi Borges, do Santos, com 23 gols.

Estão classificados para a Libertadores de 2012 o Corínthians, o Vasco (campeão da Copa Brasil), o Fluminense (3º. colocado), o Flamengo (4º.), o Internacional (5º.) e o Santos, campeão deste ano.

Atlético Paranaense, Ceará, América-MG e Avaí, caíram para a Série B. Em seus lugares entram Portuguesa, Ponte Preta, Náutico e Sport Recife, que subiram este ano. Assim, o Brasileirão-2012 terá seis paulistas entre os vinte participantes.

Texto: Moacyr Custódio

Saúde de Rinópolis realiza Campanha de Prevenção contra o Diabetes e a Aids

O Departamento de Saúde de Rinópolis realizou no sábado (26/11) campanha de prevenção contra o Diabetes e o HIV (Aids). Com quiosques instalados na Praça da Matriz, das 8 às 11 hs., foram feitas coletas de sangue para exames.

O Jovem e o "Presentissimo"

“Presentismo”: palavra ausente no dicionário, porém “presente” em nossa realidade. Mas que seria “presentismo”? Mania de dar ou receber presentes? Não. Este neologismo, não inventado pelo autor deste artigo, mas utilizado por um professor em sala de aula, expressa uma das tendências da juventude (e quem sabe de muitos de nós) em tempos de pós-modernidade.

Presentismo significa assumir uma “simples consciência do presente”, totalmente desvinculada do passado e da consciência histórica, sem perspectivas para o futuro. Uma vida sem utopias, mas também sem memória histórica. Manifesta-se no “curtir a vida”, viver “como se não houvesse amanhã”, não prender-se a vínculos e compromissos. Como exemplo desta tendência, temos o famoso “ficar”: relacionar-se com alguém sem nenhuma perspectiva de continuidade. A exacerbação do prazer sexual, o uso de drogas, a busca intensa do prazer pelo prazer são também expressões do presentismo. Nem a prática religiosa escapa deste risco, quando voltada apenas para a emoção ou solução imediata dos problemas, marcada por uma espiritualidade superficial, de momento, descomprometida com a realidade.

Incapaz de avaliar a história passada, o “presentista” não acolhe a experiência dos mais velhos, não se vincula a nenhuma utopia, sonho ou projeto. Não tem raízes; “é de momento” (Mt 13,20). A falta da dimensão utópica não lhe permite avançar “para águas mais profundas” (Mt 5,4). A realidade sociopolítica não faz parte de seus interesses. Ele quer “curtir”. Nada importa, a não ser o presente, sem vínculos com o passado ou compromisso com o futuro.

Se fôssemos dicionarizar o “presentismo”, qual seria seu antônimo: saudosismo, futurismo? Para não ser “presentista” não é necessário ser saudosista ou tradicionalista e tampouco um ingênuo sonhador em relação ao futuro. O presente não pode ser desvinculado do passado, de maneira a não criar perspectivas para o futuro. A consciência histórica nos ajuda a viver o presente e nos lança para um futuro a ser construído.

Será que o leitor deste artigo é um “presentista” ou possui consciência histórica? A dimensão utópica ainda faz parte de sua vida? Sonhos, projetos, esperança “constam de seu dicionário”? Compromisso, vínculo, consciência social acompanham seu dia a dia? Pense nisso...



Pe. Ademilson Luiz Ferreira, ex pároco da Paróquia São Judas Tadeu de Tupã, mestrando em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE) de Belo Horizonte – MG.