sexta-feira, 13 de abril de 2012

Resposta ao imbecil desrespeitou o Interior de São Paulo

“O estádio fede. Se for em campo decente, que não cheira mal, eu vou. Campo indecente e fedido eu não vou não”, palavras do jornalista Flávio Prado, na Rádio Jovem Pan de São Paulo, sobre o Prudentão de Presidente Prudente, onde foi disputado o clássico Palmeira e São Paulo. . E ele acrescentou: “ O futebol do Interior de São Paulo não existe, são umas ‘galinhas mortas’ , poderiam disputar um torneio ente entre eles e depois pensar que vir para a Capital.”O interior de São Paulo não existe para o futebol”, completou Flávio Prado.
Muito bem, Sr. Flávio Prado, que um dia foi rejeitado na Faculdade Brás Cubas e foi vaiado na Faculdade São Judas, a gente fede porque não suportamos o mal cheiro que exala da sua difícil missão de fazer o que não gosta: não gosta de futebol, mas vive dele, não gosta do Interior de São Paulo, mas trabalha e convive com gente que tem orgulho do Interior, como Osmar Santos (Osvaldo Cruz), responsável por você estar aí na Rádio Jovem Pan.
A TV Gazeta, canal 11 aí em São Paulo, não pega aqui na região de Presidente Prudente, cidade que você acha que fede, mas a Rádio Jovem Pan chega aqui. Lá na tradicional “Mesa Redonda”, muito bem comandada no passado pelo Roberto Avallone, você despreza, humilha, faz piadinhas, detona o Interior de São Paulo.

Você, burguesinho insignificante do bairro da Moóca, hoje mora na Serra da Cantareira, tudo graças ao futebol que despreza. Você nunca será será um jornalista esportivo realizado, pois comenta e fala as suas besteiras assistindo televisão, ao vivo do Tubo.

Você nunca esteve presente na transmissão de um jogo de futebol em estádios como o Prudentão, como o “Sampaio Vidal” de Marília, o “Alfredo Castilho” de Bauru, o “Ademar de Barros” de Araçatuba, o “Hudson Ferreira” de Matão, o “Breno Ribeiro do Val”, de Osvaldo Cruz.
Neste momento, 60 times de futebol estão disputando em todo o estado de São Paulo os Campeonato Paulistas nas séries A-1, A2 e A-3, e daqui a pouco outros times de cidades como Tupã, José Bonifácio, Fernandópolis, vão entrar em campo para disputar a quarta divisão. Todos eles com um sonho: ser campeão e subir de divisão.

Subir de divisão significa disputar o Campeonato Paulista onde estão Santos, Corínthians, São Paulo, Palmeiras, e recebê-los aqui em nossas cidades, onde tem torcedores de todos os grandes times, mas torcem acima de tudo por suas cidades, que não são fedorentas como seu mundinho e nem precisam de falar bem de restaurante para matar a fome.
Moacyr Custódio

Noroeste e Penapolense lideram fase de acesso da A-2

O E.C. Noroeste de Bauru e o C.A. Penapolense saíram na frente na disputa pelo acesso à Série A-1 em 2013. Nas duas primeiras rodadas da segunda fase da Série A-2, o time de Bauru venceu o São Bernardo, por 1 a 0, em Bauru, e empatou na quarta-feira com o Red Bull, em Campinas (1 a 1).
Já o Penapolense, empatou o primeiro jogo com o Red Bull (0 a 0) e venceu quarta-feira o São Bernardo, fora de casa, por 3 a 1.
As duas equipes estão dividindo a liderança de seu grupo, ambos com quatro pontos, e neste domingo (15), disputam o clássico da região, às 10 hs., em Penápolis.
O outro grupo está equilibrado: União Barbarense e Audax estão na frente com 4 pontos, seguidos pelo Atlético Sorocaba com 3. A decepção é a Ferroviária de Araraquara, que perdeu os dois jogos, sendo o último por goleada de 5 a 0 para o Sorocaba.
MAC
O Marília A.C. começa, neste sábado (14), a disputa pelo acesso à Série A-2, disputando a segunda fase da A-3. O MAC recebe o Guaçuano, às 15 hs., no Estádio Bento de Abreu Sampaio Vidal, em Marília.
Os outros jogos da A-3: Juventus x Osasco; Batatais x Rio Branco; e Inter de Limeira x Capivariano.
O Marília está no grupo 1 com Guaçuano, Juventus e Osasco. No grupo 2 estão Inter de Limeira, Rio Branco, Capivariano e Batatais.
Os jogos são em turno e returno dentro dos grupos e os dois primeiros colocados de cada grupo sobem para a A-2 em 2013.
Moacyr Custódio

Câmara aprova projeto que aumenta provas e dobra multas para motoristas embriagados

Foi aprovado na quarta-feira (11), na Câmara dos Deputados, projeto de lei que torna mais dura a penalidade para motoristas que dirigem embriagados e mais flexíveis as provas para penalizar os condutores. Pelo projeto, que ainda precisa ser aprovado no Senado e sancionado pela presidente Dilma Rousseff, ficam válidos testemunhos, exames clínicos (observações visuais de médicos) e vídeos como provas contra motoristas embriagados.
Fica também dobrado o valor da multa para caso de embriaguez, passando dos atuais R$ 957,70 para R$ 1.915,40.
A partir da aprovação do projeto, não será mais necessário que seja identificada a embriaguez do motorista, mas uma “capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou outra substância psicoativa que determine dependência”. Em linguagem popular, isso quer dizer que se o motorista demonstrar que está bêbado, será enquadrado.
O projeto vai, na prática, invalidar a recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo a qual apenas bafômetros e exames de sangue podem valer como prova em casos de motoristas sob o efeito de álcool. Os testemunhos (de agentes policiais) e exame clínico, que eram usados como prova em alguns casos, foram invalidados pelo STJ.
A “Lei Seca”, em vigor desde 2008, exige, para fins penais, um grau mínimo de seis decigramas de álcool por litro de sangue, correspondente a dois chopes. No final de março, o STJ decidiu que apenas o bafômetro e o exame de sangue poderiam atestar a embriaguez. Como ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo, o motorista pode se recusar fazer o exame. Ou seja: o bafômetro torna-se inútil, já que só fariam o teste quem realmente não tenha bebido. O projeto agora aprovado na Câmara amplia, portanto, a captação de provas, independente do uso ou não do bafômetro.
Desta forma, o teste do bafômetro pode funcionar como uma contraprova. Em caso de testemunhos contrários, o motorista pode exigir o uso do teste para rebater afirmações de testemunhas.
O ministro Alexandre Padilha, da Saúde, disse que a intenção do Congresso é igualar o crime de dirigir embriagado a outras situações previstas na Lei Penal. “Para definir provas de qualquer outro crime o testemunho de um agente policial serve. Se servem para outros crimes, tem que servir para o crime que é dirigir alcoolizado”, observou Padilha.
Campanha Não Foi Acidente
Está em andamento em todo o Brasil uma campanha intitulada “Não Foi Acidente”, que visa colher 1,3 milhão de assinaturas para aprovar no Congresso projeto de lei de iniciativa popular que aumenta as penalidades contra motoristas que dirigem bêbados e provoquem acidentes de trânsito. A iniciativa foi do estudante Rafael Baltresca, que perdeu mãe e irmã vítimas de acidente em São Paulo. O motorista, que dirigia a mais de 140 km/h atropelou e matou Miriam A. Baltresca, 58 anos, e Bruna Baltresca, 28, em frente a um shopping na Marginal do Rio Pinheiros. O motorista Marcos Alexandre Martins, 33 anos, foi preso em fragrante por homicídio doloso, mas se recusou a fazer o teste do bafômetro.
Segundo dados apurados pelos organizadores da campanha, atualmente morrem 40 mil pessoas por ano no Brasil, vitimas de acidentes nas ruas e estradas. Metade dessas mortes é provocada por acidentes causados por motoristas embriagados.
A campanha conta com o apoio do Grupo Bandeirantes de Comunicação (rádios, TVs, jornais) e as adesões podem ser feitas nos sites band.com.br ou nãofoiacidente.org.
Moacyr Custódio

A brilhante trajetória do Azulão na Primeira Divisão do Futebol Paulista

Rebaixamento para a Segunda Divisão em 2012 não apaga as campanhas vitoriosas realizadas nesses oito anos que marcaram a volta da cidade de Osvaldo Cruz ao futebol profissional do Estado.

Uma vitória a mais que o Taboão da Serra livrou o Osvaldo Cruz F.C. da lanterna do Campeonato Paulista da Série-A-3. Este foi o consolo da torcida osvaldocruzense após a última rodada da competição, realizada no domingo (8), quando o Azulão se despediu da A-3 perdendo para o São Bento, em Sorocaba, por 2 a 0. Outro consolo: com a derrota por “apenas” 2 a 0, o time acabou atrapalhando a vida o time de Sorocaba, que precisava golear para chegar a segunda fase.
Foi assim, de forma melancólica, jogando de camisas verdes e em clima de incerteza quanto ao futuro, que o Azulão se despediu da Primeira Divisão do Futebol Paulista (A-3), rebaixado para a Segunda Divisão, que corresponde à quarta divisão.
O Azulão terminou o campeonato na penúltima colocação, com 14 pontos em 19 jogos (quatro vitórias, dois empates, 13 derrotas, 16 gols marcados contra 41 sofridos, saldo negativo de 25). Os principais artilheiros foram Anderson, com seis gols, e Bruno Andrade, com quatro.
Disputando uma competição que contou com participação de vários clubes com história na divisão principal do futebol paulista, como São Bento de Sorocaba, XV de Jaú, Rio Branco, Francana, Marília, Capivariano, Taubaté, Juventus, Independente e Internacional de Limeira, campeão paulista de 1986, o time de Osvaldo Cruz foi também representante da menor cidade entre todas envolvidas na A-3 2012. Com 31 mil habitantes, o Osvaldo Cruz enfrentou (e venceu), por exemplo, o Flamengo de Guarulhos, cidade que tem 1,2 milhão de moradores.
O time estreou contra a Inter de Limeira, em Osvaldo Cruz, no dia 29/01, com derrota por 3 a 0; em seguida perdeu para o Sertãozinho (2 a 0), Batatais (1 a 0), Capivariano (4 a 2) e Juventus (5 a 0). Após esta derrota caiu o técnico Play Freitas e foi embora a parceria com a R+Comunicação.
Foi contratado o técnico Ney Silva, e o time reagiu: venceu a Itapirense por 4 a 2, fora de casa, mas não manteve a reação: conseguiu apenas um empate com o lanterna Taboão da Serra (2 a 2), no Breno Ribeiro do Val, perdeu para o Osasco (2 a 0), para a Inter de Bebedouro (1 a 0) e para o Marília (3 a 2), quando caiu o segundo técnico.
Foi contratado Antonio Lucas e o Azulão viveu a sua melhor fase: empatou fora de casa com a Francana (2 a 2), venceu a primeira em casa: 1 a 0 no Independente, e venceu o Flamengo, em Guarulhos, por 2 a 0. Perdeu para 0 XV de Jaú, em casa, por 3 a 0, mas se recuperou vencendo o Guaçuano, fora, por 1 a 0, mas em seguida foi goleado pelo Rio Branco (5 a 0), em Americana. Saiu Antonio Lucas.
O auxiliar técnico de Lucas, Nem, foi promovido a técnico, mas nada pôde fazer: perdeu duas partidas em casa: Barretos (1 a 0) e Taubaté (3 a 0) e, já rebaixado, perdeu em Sorocaba para o São Bento (2 a 0).
O retorno
Fundado em 17 de fevereiro de 2004, o Osvaldo Cruz F.C. promoveu a volta do futebol profissional na cidade, sucedendo a Associação e a Esportiva, equipes que marcaram boa presença nas décadas dos anos 60, 70 e 80, tendo chegado à Divisão Intermediária da FPF, apenas um degrau atrás da então Divisão Especial, hoje A-1.
Com o trabalho abnegado e competente do presidente Luizinho Gumiero e sua equipe voluntariosa e dedicada e o apoio de empresas da cidade, o time elevou Osvaldo Cruz ao topo do futebol paulista nos últimos oito anos.
O novo Azulão estreou no dia 18/04/2004, contra o Prudentino, em Prudente, com vitória por 2 a 1, na então Série B1-B (5ª. divisão). Não conseguiu subir, mas uma mudança feita pela Federação Paulista de Futebol (FPF), unificando as séries B1-B e B1-A colocou o time na 4ª. divisão, em 2005, quando o fez ótima campanha e terminou como vice-campeão, atrás apenas do São Carlos, conseguindo o acesso para a A-3.
Dois acessos para a A-2
Na A-3, em 2006, com status de Primeira Divisão, o Azulão deu mais um salto: subiu para a A-2 ao lado de XV de Jaú, São José e Botafogo, causando surpresa no futebol paulista: um desconhecido entre os grandes colocava a cidade de Osvaldo Cruz no mapa do futebol.
Na A-2 de 2007, o time não foi bem: ficou em 19º. lugar, com quatro vitórias, cinco empates e dez derrotas, 20 gols marcados, contra 33 sofridos, retornando a A-3.
Em 2008, o Azulão fez excelente campanha e por pouco não subiu novamente: ficou em 12º. lugar, com 25 pontos, dois a menos que o 8º. colocado, destacando-se neste ano duas espetaculares vitórias fora de casa: 3 a 2 no Linense e 4 a 0 no Taubaté.
Em 2009, o time subiu novamente para a Série A-2. Depois de ficar em 8º. lugar na primeira fase, foi para a 2ª. fase, e obteve boas vitórias em seu grupo contra Francana (2 a 0 e 1 a 0), Itapiresne (3 a 1) e o Votoraty (1 a 0). Ficou em 2º. lugar em seu grupo, com 10 pontos, e só não decidiu o título pelo critério de saldo de gols. Subiu junto com Votoraty, Grêmio Osasco e Pão de Açúcar (hoje Audax).
Em 2010, pela segunda vez na Série A-2, ao lado de clubes oriundos da divisão de elite, como União São João, Guarani de Campinas, União Barbarense e Atlético Sorocaba, o Azulão fez boa campanha, mas não conseguiu se manter: em 17º. lugar com 17 pontos (5 vitórias, 2 empates, 12 derrotas), ficou a quatro pontos do Rio Preto, o último fora da zona do rebaixamento.
Novamente na A-3 em 2011, que foi disputada em dois grupos regionalizados, o Azulão ficou em 6º. lugar no grupo 1 (classificaram os quatro primeiros de cada grupo). Duas derrotas foram fundamentais para a desclassificação do time, que fez campanha razoável: 1 a 0 para o Lemense, lanterna durante todo o campeonato, e 1 a 0 para a Inter de Bebedouro, em casa). Houve também um empate, em casa, contra a Francana, depois de estar vencendo por 2 a 0. Mas foi garantida a permanência na A-3, da qual o time se despede agora.
Futuro
Em entrevista ao JOC, na manhã de quarta-feira (11), o presidente Luizinho Gumiero disse que o rebaixamento do time “foi normal, por se tratar de um campeonato difícil”. Segundo ele, “a falta de planejamento da R+Comunicação, parceira inicial do clube, pesou muito também”. Sobre a saída do técnico Antonio Lucas em momento decisivo da competição, revelou que Lucas não foi demitido, mas “pediu para ir embora”.
Gumiero disse que, no momento, está cuidando dos acertos com os atletas quanto aos desligamentos do clube. Segundo ele, a diretoria vai se reunir para decidir sobre o futuro do time. “O campeonato mal acabou. Ainda é cedo para dizer o quer vai acontecer, o que vamos fazer no segundo semestre deste ano e em 2013. Estamos nos reunindo para decidir”, disse Luizinho Gumiero.
Moacyr Custódio

quinta-feira, 29 de março de 2012

Azulão perde para Rio Branco e Barretos e está pendurado no abismo a espera de um milagre

O Osvaldo Cruz F.C. trocou de treinador pela terceira vez neste Campeonato Paulista da Série A-3, mas continua acumulando derrotas na competição e agora depende das bênçãos do padroeiro São José para não cair para a Segundona, a quarta divisão do Futebol Paulista.

Depois de ser goleado pelo líder Rio Branco, em Americana, por 5 a 0, no sábado (24), o Azulão voltou a perder, desta vez em pleno “Breno Ribeiro do Val”, na noite de quarta-feira (28), para o Barretos, por 1 a 0.

Essas duas derrotas praticamente decretam o rebaixamento do time. Com 14 pontos, quatro vitórias, na penúltima colocação, o time ainda não caiu, mas está pendurado na ribanceira que leva ao abismo.

Nesta 17ª. rodada, com exceção do Taubaté, que venceu o Guaçuano por 3 a 0, todos os demais resultados foram favoráveis ao Azulão: O Flamengo perdeu para o Sertãozinho (2 a 1), o XV de Jaú empatou com a Inter de Limeira (1 a 1), o Independente perdeu para o Marília (1 a 0) e o Taboão foi derrotado pelo Juventus por 4 a 3. Uma vitória do Osvaldo Cruz faria com que o time só dependesse dele nas próximas partidas. Portanto, o rebaixamento virá por absoluta incompetência deste grupo de atletas que está defendendo o futebol da cidade.

Agora, para não cair, o Osvaldo Cruz precisa vencer os dois jogos que faltam – Taubaté, em casa, neste domingo, (1º.), 15 hs., e São Bento, dia 8, em Sorocaba, 10 hs.

Vencendo os dois jogos, chegaria a 20 pontos e seis vitórias. Feita a sua parte, o Azulão tem que torcer para que o Independente de Limeira (18 pontos) ganhe apenas um ponto dos seis que tem para disputar e que Inter de Bebedouro (19) e Flamengo (19) percam seus dois jogos. Se isso acontecer, caem Flamengo, Inter, Independente e Taboão e o Osvaldo Cruz se salva.

Não há outra combinação possível: o Taubaté, próximo adversário, está com 20 pontos, seis vitórias, mas existe uma diferença de 12 gols de saldo a favor do time do Vale do Paraíba. A não ser que o time faça 13 gols em dois jogos e não sofra nenhum. Mas isso é pedir muito para o santo...

Na partida contra o Barretos, o time estreou o ex-auxiliar técnico Nem (Rinaldo Francisco de Lima, ex-zagueiro do Atlético Paranaense e do São Paulo, entre outros). Teve boas chances de gol, mas pecou nas finalizações. Sofreu o gol aos 14 m do segundo tempo, através Moisés, e não teve forças para reagir.

Osvaldo Cruz enfrentou o Barretos com Juninho; Pierre (Paulo José), Fernando, Lucas e John Lennon; Anderson, Emílio (Ferreira), Thiaguinho e Gustavo (Wellington); Tota e Bruno Andrade.

DEMISSÃO

Depois da derrota por 5 a 0 para o Rio Branco, em Americana, o técnico Antonio Lucas foi demitido na segunda-feira (26) e saiu revoltado da cidade: classificou a diretoria e os parceiros do Azulão como “amadores”, reclamou por ser demitido, segundo ele, “pelo roupeiro”, mas disse que pretende “voltar um dia para Osvaldo Cruz em melhores condições”.

Para o lugar de Lucas, o presidente Luizinho Gumieiro promoveu o até agora auxiliar técnico Nem, que é o quarto treinador a dirigir o Azulão neste campeonato.

O time começou com Play Freitas, que perdeu todas as partidas e caiu após a 5ª. rodada, quando perdeu para o Juventus por 5 a 0. Ele foi substituído por Ney Silva, que conseguiu uma única vitória, contra o Itapirense, 4 a 2, fora de casa, e um empate em casa contra o lanterna Taboão (1 a 1), sendo dispensado após a derrota para o Marília, na 10ª. rodada.

Entrou Antonio Lucas, que teve o melhor desempenho até agora: venceu Guaçuano (1 a 0) e Flamengo (2 a 0), ambos fora de Osvaldo Cruz, ganhou do Independente em casa por 1 a 0 e empatou com a Francana (2 a 2), fora. Uma boa campanha, o que sinaliza que sua demissão não foi apenas devido a derrota em Americana, quando foi goleado pelo líder do campeonato.

Sobrou agora para Nem que, se alcançar o milagre, merece ser carregado em carro dos Bombeiros pela avenida Brasil. Porém, se cair com o time merece ser aplaudido pela dignidade, já que o rebaixamento começou a ser desenhado por aquele bando de aventureiros incompetentes (leia-se R+Comunicação) que chegou à cidade em dezembro do ano passado.

Moacyr Custódio

quarta-feira, 28 de março de 2012

Federação proíbe entrada de “Gaviões” e “Mancha” nos estádios e polícia prende torcedores envolvidos em confronto

A morte de dois torcedores após confronto envolvendo cerca de 500 integrantes das torcidas organizadas “Gaviões da Fiel” (Corínthians) e “Mancha Alviverde” (Palmeiras), na manhã de domingo (25), na avenida Inajar de Souza, Zona Norte da Capital, levou a Federação Paulista de Futebol (FPF), o Ministério Público e autoridades policiais a tomarem medidas enérgicas para coibir a onda de violência que vem ocorrendo em São Paulo.

Na segunda-feira (26), a FPF publicou comunicado, assinado pelo presidente Marco Polo Del Nero, determinando a proibição da entrada das torcidas “Gaviões” e “Mancha” em todos os estádios paulista. A medida entrou em vigor na própria segunda-feira e, segundo a entidade, terá duração até a conclusão das investigações sobre a briga entre as duas torcidas na manhã do domingo.

Diz o comunicado, que foi divulgado antes de se ter conhecimento da segunda morte: “proibir a entrada nos estádios, até que sejam apurados os fatos e os responsáveis punidos nos termos da legislação em vigor, às torcidas organizadas Mancha Alviverde e Gaviões da Fiel”. Assim, torcedores de Palmeiras e Corínthians podem entrar nos estádios, mas sem nenhuma identificação das torcidas, como camisetas, agasalhos, bandeiras, faixas, bonés etc. O comunicado não cita outras torcidas dos clubes, como a “Pavilhão 9” e a “Estopim”, do Corínthians, e a TUP do Palmeiras, nem as torcidas do São Paulo (Independente e Dragões da Real) e do Santos (Jovem e Sangue Santista).

Na terça-feira (27), a Polícia fechou as sedes das duas torcidas, apreendeu computadores e até armamentos e munições, e prendeu cinco torcedores palmeirenses. Um dos presos é Tiago Alves Lezo, 21 anos, irmão de André Alves Lezo, morto no confronto de domingo. Tiago é irmão gêmeo de André Alves Lezo, morto no confronto. A polícia apreendeu em sua casa munições, um porrete e um quadro com o desenho do personagem das histórias em quadrinhos Disney – Mancha Negra na cor verde – portando duas armas, além de seu computador pessoal. Tiago é também irmão de Lucas Lezo, vice-presidente da Mancha, e que é um dos 26 torcedores que estão proibidos de entrar nos estádios. O pai deles, que é policial militar, e a mãe, evangélica, também frequentam a sede da torcida e participam de projetos sociais, segundo apurou a polícia. A prisão dos palmeirense foi decretada por 30 dias.

Segundo o DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção a Pessoa) da Polícia Civil outros mandados de prisão seriam cumpridos com a prisão de integrantes da Gaviões. Na sede da Gaviões, a polícia apreendeu também R$ 150 mil, que foi retido até que a torcida informe sua origem. O advogado da torcida, Davi Gebara, informou que o dinheiro pertence ao Corínthians e é resultado da venda de ingressos. Segundo apurou a polícia, alguns membros da Gaviões teriam viajado para o Rio de Janeiro, mas não poderiam ser considerados fugitivos devido ao mandado de prisão ainda terem sido emitidos.

O confronto entre as duas torcidas ocorreu por volta de 9 horas na Zona Norte, em local bem distante do Pacaembu, que fica na região Oeste, próximo ao centro da cidade. A briga teria sido “marcada” pelas redes sociais da Internet, mas torcedores afirmam que a rede é usada “apenas” para combinar a saída da facção da Zona Norte para encontro com os outros torcedores da organizada. O clássico, vencido pelo Corínthians por 2 a 1, ocorreu a partir das 16 horas e, pouco antes do final, foi registrada violenta briga entre os próprios torcedores corintianos.

No confronto da Zona Norte, morreram André Alves Lezo, 21 anos, que levou dois tiros, um deles na cabeça, e Guilherme Vinícius Jovanelli Moreira, 19 anos, vítima de traumatismo craniano, ambos palmeirenses. Outras três pessoas ficaram feridas.

Moacyr Custódio

José Serra é confirmado como pré-candidato a prefeito da Capital e os acordos políticos já movimentam os partidos

A agenda política na Capital, que reflete de forma direta e indireta no Interior do Estado, intensificou as suas ações nesta semana, com a confirmação da pré-candidatura do ex-governador José Serra pelo PSDB. Nas prévias internas dos tucanos, realizadas domingo (25), Serra obteve 3.176 votos (52%), superando José Anibal, secretário estadual de Energia, que obteve 1.902 votos (31,2%), e o deputado federal Ricardo Tripoli, que teve 1.018 votos (16,7%).

No início das discussões sobre as prévias tucanas, outros dois nomes foram lançados para a disputa: os secretários Bruno Covas (Meio Ambiente) e Andrea Matarazzo (Cultura), que desistiram após Serra decidir que entraria na disputa, em 27 de fevereiro.

Este quadro com cinco pretendentes iniciais, o resultado das prévias, que apontou a soma dos votos de Anibal e Tripoli próxima aos de Serra e a pouca presença dos filiados – 6.229 dos quase 20 mil com direito a voto – pode significar um “racha” do partido na Capital, segundo avaliação dos especialistas.

Assim, as próximas metas do PSDB é buscar a unidade do partido e intensificar as conversas para as alianças, conforme disse Júlio Semeghini, presidente do Diretório Municipal. Sobre as alianças, o PSD do atual prefeito Gilberto Kassab, o DEM, o PP e o PSB são “coligações naturais”, mas o PSB pode não vingar, pois o governador Eduardo Campos, de Pernambuco, já afirmou que o partido deve apoiar o candidato do PT, Fernando Haddad. Foram iniciadas também conversas com o PPS, que tem a jornalista Soninha Francini como pré-candidata, que é contra qualquer acordo com os tucanos, pelo menos por enquanto.

José Serra, que garantiu mais uma vez se manter no cargo de prefeito até o fim do mandato, reafirmou que sua candidatura visa “conter o avanço do PT no Brasil”. O governador Geraldo Alckmin, por sua vez, foi duro com o PT. “O PSDB não tem democracia só no nome, não tem candidato laboratório, o candidato do PSDB sai da base”, disse, referindo-se a Fernando Haddad, candidato imposto ao PT pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

E se é para conter avanços, o PT já está agindo: na segunda-feira (26), um jantar em São Paulo reuniu Haddad e Gabriel Chalita, pré-candidato do PMDB, no qual firmaram um acordo de “não agressão” entre eles, visando unir forças contra José Serra para chegar a um possível segundo turno. O acordo tem o aval do ex-presidente Lula.

Detalhe: esteve presente no jantar, a jornalista Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha de Lula, e assessora de Chalita. No passado, Lurian protagonizou uma das maiores baixarias eleitorais do país: nas eleições presidenciais de 1989, o candidato Fernando Collor exibiu na TV depoimento da enfermeira Miriam Cordeiro, mãe de Lurian, acusando o ex-namora Lula de tê-la incitado a fazer o aborto da menina. Lurian cresceu e, quando o pai assumiu a presidência, foi acusada de desvio de dinheiro da Ong Rede-13 e de uso irregular do cartão corporativo do Governo Federal.

A Capital tem outros pré-candidatos já anunciados: o ex-pagodeiro Netinho de Paula, que é vereador, pode sair pelo PC do B; Celso Russomanno pelo PRB e Paulinho da Força pelo PDT. E está acontecendo uma pesquisa encomendada pelo PR, cujo resultado poderá fazer o partido lançar a candidatura de Tiririca a prefeito. O humorista já disse que aceita se o partido quiser.

Como se vê, nuvens cinzentas estão previstas nos céus da terra da garoa, cidade que enfrenta hoje uma de suas piores administrações com Gilberto Kassab e, como maior cidade do país, continua sendo usada para acordos e interesses políticos.

Moacyr Custódio